Nuno Melo reeleito líder do CDS com 90% dos votos
- 17/05/2026 09:16
- Redação
Nuno Melo foi reeleito para um terceiro mandato na liderança do CDS com 90% dos votos. Os resultados foram anunciados esta tarde no encerramento do Congresso do CDS, que decorre em Alcobaça.
A Comissão Política Nacional obteve 90% dos votos favoráveis, 7% de votos brancos e 3% de votos nulos.
No Conselho Nacional, a lista obteve 90% dos votos e 6% de votos brancos. Já a mesa do Conselho, liderada por Luís Queiró, conseguiu 91% dos votos.
A nova direção do CDS vai ter mais mulheres na vice-presidência: entram mais duas, Catarina Araújo, vice-presidente da Câmara do Porto, e a eurodeputada Ana Miguel Pedro.
Diogo Moura que ocupava uma das vice-presidências sai do núcleo duro para coordenar a secção da reforma do estado.
Há ainda mais alterações na direção de Nuno Melo: o deputado João Almeida vai ser um dos porta-vozes do partido.
Uma das críticas que foi apontada neste congresso é a ausência da direção no terreno e o secretário-geral do CDS, Pedro Morais Soares, que é vereador na Câmara de Cascais, vai ter mais um elemento para ajudar nesse trabalho de campo. Sendo assim, o CDS passa a ter quatro secretários-gerais.
À chegada ao congresso, Nuno Melo disse aos jornalistas que o partido sai mobilizado deste congresso, que vai ser reforçado e ganhar “músculo”.
“É um partido que sai mobilizado, como bem se viu pela importante expressão de confiança em relação a um caminho que começou em Guimarães, foi confirmado em Viseu e agora, desde Alcobaça, nos relança para um novo momento, mais virado para dentro, de um partido que vai ganhar músculo junto das estruturas locais”, disse aos jornalistas.
A moção que Nuno Melo apresentou foi a vencedora do congresso, com 97,5% dos votos, e o líder do CDS conclui que esse é um sinal “expressivo dessa confiança e da certeza deste caminho”, iniciado com a sua eleição em 2022, a reeleição em 2024 e a nova recondução, que deverá ser confirmada, este domingo, após a contagem dos votos.
“Vamos, fundamentalmente, implementar a moção que apresentámos ao Congresso”, mas, assegurou, tal “não significa que não sejamos sensíveis a outras perspetivas, outras sensibilidades”, como, por exemplo, propostas da moção da Juventude Popular, que retirou o texto e não foi a votos.
“Não fizemos negociações com nenhumas moções de natureza que fosse”, disse Nuno Melo, manifestando, ainda assim, “disponibilidade para acolher outros contributos, no que seja compatível”.