Bombeiros alertam para viaturas com 40 anos e pedem rapidez no plano de 550 milhões

Bombeiros alertam para viaturas com 40 anos e pedem rapidez no plano de 550 milhões

  • 17/05/2026 17:38
  • Redação

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, considera “razoável” o anúncio do Governo de um investimento de cerca de 550 milhões de euros ao longo de 10 anos para o reequipamento e manutenção dos corpos de bombeiros, mas defende que o plano deveria avançar “em menos tempo”.

“Os bombeiros portugueses há muito que têm vindo a reclamar que seja institucionalizado um plano muito idêntico àquele que existe para as Forças Armadas e para as Forças de Segurança, para reequipamento dos seus corpos de bombeiros e também para manutenção dos quartéis”, afirma.

António Nunes recorda que desde 2015 a lei prevê um plano anual de reequipamento, mas lamenta que esse mecanismo nunca tenha sido plenamente concretizado. Ainda assim, considera positivo o anúncio agora feito pelo Governo através do secretário de Estado da Proteção Civil.

“O Governo anunciou um primeiro levantamento que rondará os 550 milhões de euros para um investimento a 10 anos, o que corresponde a 55 milhões de euros por ano, um valor que nos parece razoável”, refere.

Apesar disso, o dirigente da Liga alerta que a execução do plano deveria ser acelerada, tendo em conta o envelhecimento contínuo dos equipamentos e viaturas.

“Gostaríamos que pudesse ser feito em menos tempo, até porque naturalmente que, ao final deste primeiro inventário, a demorar 10 anos, os valores serão completamente diferentes”, avisa.

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses lembra também as críticas feitas à distribuição inicial das verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), considerando que os bombeiros receberam uma parcela insuficiente.

“Quando foram apresentados os valores iniciais do PRR, de 15 mil milhões de euros, os bombeiros ficaram apenas com uma dotação de cerca de seis milhões de euros”, aponta.

Segundo António Nunes, esse montante era “manifestamente insuficiente” para responder às necessidades dos corpos de bombeiros, sobretudo na renovação da frota de combate a incêndios.

O responsável espera agora que os primeiros efeitos do investimento possam começar a sentir-se já este ano, embora admita que tudo dependerá da continuidade política do projeto.

“Isto é uma decisão política e é preciso que se mantenha essa consistência política”, defende.

António Nunes acrescenta que o financiamento deverá resultar de verbas europeias, de vários programas comunitários e também do Orçamento do Estado, defendendo por isso um compromisso plurianual que dê previsibilidade às corporações.

“É preciso manter esta iniciativa aprovada de forma plurianual, para podermos saber aquilo que vamos ter oportunidade de receber ao longo dos próximos anos”, conclui.

  • Fonte: Rádio Renascença
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