PSP desmente relatos de seis horas de espera nas fronteiras dos aeroportos

PSP desmente relatos de seis horas de espera nas fronteiras dos aeroportos

  • 17/05/2026 18:51
  • Redação

A Polícia de Segurança Pública lamentou (PSP) este domingo a “desinformação reiterada” sobre os tempos de espera no controlo das fronteiras aéreas, rejeitando notícias que apontavam para esperas de até seis horas nos aeroportos nacionais.

Em comunicado, a PSP esclareceu que, apesar do elevado tráfego de passageiros registado ao longo do dia nos aeroportos de Lisboa, Faro e Porto, “o tempo máximo registado nunca foi superior a 100 minutos em Faro, 110 minutos em Lisboa e 130 minutos no Porto”.

Segundo a força de segurança, os maiores constrangimentos ocorreram entre as 9h00 e as 12h00 nos aeroportos Aeroporto Humberto Delgado, Aeroporto Gago Coutinho e Aeroporto Francisco Sá Carneiro, tendo os “parâmetros de referência sido alcançados ao final da manhã”.

A PSP reconhece, contudo, que houve “tempos de espera superiores aos desejados”, justificando a situação com “razões técnicas/informáticas” e com a “elevada dimensão de passageiros fora do Espaço Schengen”.

“Desde cedo foram tomadas medidas de contingência”, refere a nota, sublinhando que todas as operações decorreram “no estrito cumprimento das regras de segurança e das normas de controlo fronteiriço”.

A autoridade esclarece ainda que os tempos contabilizados dizem respeito apenas ao período em que o passageiro se encontra na zona de controlo fronteiriço, não incluindo filas ou permanência fora dessa área.

De acordo com a PSP, foram controlados este domingo cerca de 69 mil passageiros em voos não Schengen nas fronteiras aéreas nacionais.

No comunicado, a polícia garante que estão em curso investimentos para reforçar a capacidade de resposta nos aeroportos, incluindo mais recursos humanos, com agentes formados em guarda de fronteira, e melhorias tecnológicas e estruturais nas zonas de controlo.

A PSP termina repudiando “a difusão de desinformação que induz em erro os cidadãos e prejudica a imagem do País”, apelando à responsabilidade na partilha de informação e defendendo que apenas os dados divulgados por entidades oficiais “são dotados de rigor e veracidade”.

“A circulação de informação não verificada causa alarme injustificado e prejudica não só o normal funcionamento das operações fronteiriças, como a própria eficácia da operação geral dos aeroportos”, conclui a nota da PSP.

  • Fonte: Rádio Renascença
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