DGS afasta risco em Portugal após caso de Hantavírus em voo com portugueses
- 17/05/2026 17:55
- Redação
Segundo a autoridade de saúde, foram imediatamente estabelecidos contactos com a companhia aérea envolvida e solicitada informação formal às autoridades canadianas, ao abrigo do Regulamento Sanitário Internacional.
De acordo com os dados recebidos, durante o voo foram aplicadas várias medidas de proteção. “Foram adotadas medidas de proteção durante o voo, nomeadamente, o uso de máscaras respiratórias (FFP2/N95) pelos passageiros, e de máscara cirúrgica e luvas pela tripulação”, refere a DGS.
A autoridade de saúde acrescenta ainda que, após o desembarque, “a aeronave foi alvo de procedimentos de descontaminação”.
A DGS esclarece também que o caso confirmado pelas autoridades canadianas “terá iniciado sintomas apenas no dia 14 de maio de 2026” , quatro dias depois da realização do voo de repatriamento, ocorrido a 10 de maio.
Segundo o comunicado, o passageiro “não se encontrava, à data da viagem, no período de transmissibilidade definido pelas orientações nacionais e pela evidência científica disponível ligada ao Hantavírus dos Andes”.
A Organização Mundial da Saúde e o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças consideram que a transmissão entre pessoas deste vírus é rara.
“A transmissão pessoa-a-pessoa do Hantavírus Andes é considerada rara, ocorrendo sobretudo em situações de contacto próximo, prolongado e com exposição a secreções ou fluidos corporais”, sublinha a DGS.
A DGS assegura que continua a acompanhar a situação em articulação com entidades nacionais e internacionais e garante que irá atualizar recomendações “sempre que necessário”.