Hantavírus. O que já se sabe sobre o cruzeiro Hondius que vai ser desinfetado em Roterdão
- 18/05/2026 05:03
- Redação
Já atracou em Roterdão. Depois de várias semanas a braços com um surto de hantavírus, o navio de cruzeiro Hondius chegou aos Países Baixos esta segunda-feira, onde vai ser desinfetado.
Pelas 10h45 locais (menos uma hora em Lisboa), as equipas médicas estavam prontas para começar a vigiar quem saía da embarcação, que tem bandeira neerlandesa.
Depois de vários passageiros terem sido retirados do MV Hondius em escalas anteriores, havia ainda 27 pessoas a bordo — 25 tripulantes, um médico e uma enfermeira.
Segundo a imprensa local todos farão quarentena. Os neerlandeses podem fazê-la em casa, enquanto os estrangeiros ficarão isolados em cabines preparadas para o efeito no porto de Roterdão.
Tanto quanto se sabe, nenhum deles apresenta sintomas do vírus. Desde o inicio do surto, em abril, morreram três passageiros do Hondius.
O navio partiu de Tenerife na última segunda-feira, por volta das 19h. Uma semana depois, as equipas especializadas começam a entrar a bordo para a desinfeção total do navio.
Segundo o capitão do porto, que falou com jornalistas no local, tudo o que estiver sujo será descartado.
Segundo o capitão do porto, a quarentena será de seis semanas -- em casa ou em cabines especiais.
Os estrangeiros ficarão em unidades móveis que foram mobiladas para serem "o mais aconchegante possível".
Assim, os tripulantes que não são neerlandeses, além de terem um espaço para dormir, vão poder cozinhar ou lavar roupa dentro da cabine.
Para os passeios higiénicos, numa altura em que as temperaturas vão estar altas, foram disponibilizadas áreas de estar ao ar livre.
Há ainda possibilidade de fazer videochamadas para casa via comunicação por satélite e Wi-Fi.
Longe de áreas residenciais, explicou o capitão do porto, para evitar ao máximo contactos com terceiros. No entanto, há espaço suficiente para que as equipas médicas possam fazer o seu trabalho.
O primeiro passo será testar todos os tripulantes e a equipa médica que seguiam no Hondius.
A alemã que morreu com hantavírus a bordo do cruzeiro Hondius vai ser cremada nos Países Baixos.
Durante o surto, houve três mortes, duas delas a bordo. O cadáver da terceira pessoa a morrer, uma passageira alemã, continuou a bordo do navio até à chegada a Roterdão e será retirado esta segunda-feira por uma agência funerária.
“O corpo está a ser retirado do navio por uma agência funerária especializada e o seus profissionais estão a utilizar equipamento de proteção”, esclareceu a diretora da GGD Rotterdam-Rijnmond -- o Serviço de Saúde Pública Municipal de Roterdão.
Yvonne van Duijnhoven, falando aos jornalistas, detalhou que “em seguida, o corpo será transportado para Schiphol, para um crematório, onde será cremado e as cinzas serão entregues à família.”
Ainda não se sabe ainda se os familiares poderão estar presentes durante a cremação.
Embora as equipas já estejam a bordo, a limpeza propriamente dita só arranca na terça-feira, anunciou Yvonne van Duijnhoven, diretora do Serviço de Saúde Pública Municipal de Roterdão.
A limpeza do navio de cruzeiro está a cargo do Grupo EWS, uma organização internacional especialista em soluções de controlo de pragas, fumigação, medições de gás, higienização e esterilização.
Até sexta-feira, dia em que se prevê que a desinfeção esteja terminada, uma parte da tripulação, apenas a estritamente necessária, permanecerá a bordo.