Corpos de quatro mergulhadores italianos localizados nas Maldivas

Corpos de quatro mergulhadores italianos localizados nas Maldivas

  • 18/05/2026 08:34
  • Redação

Um quinto mergulhador já tinha sido recuperado, mas, depois de encontrado o seu corpo, um membro da equipa de socorro morreu no sábado ao tentar recuperar as restantes vítimas. Morreu de doença de descompressão e as buscas foram suspensas.

As informações que chegam de Itália, via Ministério dos Negócios Estrangeiros, apontam nesse sentido: os cinco mergulhadores morreram enquanto exploravam uma gruta subaquática a cerca de 50 metros de profundidade, no Atol de Vaavu, na passada quinta-feira.

O limite para mergulho recreativo nas Maldivas é de 30 metros de profundidade. Já o mergulho em grutas é considerado uma atividade técnica e perigosa, que apenas deve ser feita por quem tem formação especializada, equipamento específico e seguindo protocolos rigorosos de segurança.

As quatro vítimas agora localizadas pertencem a uma equipa da Universidade de Génova e estavam nas Maldivas numa missão científica oficial. O objetivo era estudar ecossistemas marinhos e os efeitos das alterações climáticas na biodiversidade tropical.

Além do instrutor de mergulho, as vítimas foram identificadas como a investigadora Monica Montefalcone, a sua filha, Giorgia Sommacal (estudante), o biólogo marinho Federico Gualtieri (recém-licenciado), e a investigadora Muriel Oddenino.

Giorgia e Federico não participavam na missão científica e o acidente aconteceu durante um mergulho que não fazia parte do programa científico, esclareceu a Universidade de Génova.

A sexta vítima, Mohamed Mahudhee, era membro da Força Nacional de Defesa das Maldivas. Foi transferido para um hospital na capital, Malé, no sábado, mas não resistiu, segundo avançou o porta-voz presidencial Mohamed Hussain Shareef.

A doença de descompressão costuma acontecer quando se faz uma subida demasiado rápida para a superfície, levando a que gases dissolvidos nos tecidos formem bolhas que podem bloquear a circulação sanguínea.

O chefe da diplomacia italiana, Antonio Tajani, garantiu aos jornalistas que será feito “tudo o que for possível” para repatriar os corpos dos cinco italianos. As causas das mortes continuam sob investigação.

A gruta onde as cinco pessoas mergulhavam, explicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros italiano, está dividida em três grandes câmaras interligadas por passagens estreitas. A equipa de salvamento conseguiu explorar, ainda na semana passada, duas dessas câmaras. As operações acabaram por ser limitadas devido a riscos relacionados com oxigénio e tempos de descompressão.

  • Fonte: Rádio Renascença
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@portugalemfoco.pt.

Compartilhar: