Quarentena de hantavírus com chuveiro e wi-fi. Como são as cabines em Roterdão?

Quarentena de hantavírus com chuveiro e wi-fi. Como são as cabines em Roterdão?

  • 18/05/2026 10:19
  • Redação

Lá dentro, têm de tudo um pouco para se sentirem confortáveis: chuveiros, acesso a comunicações, wi-fi, e forma de aquecer a comida e lavar a roupa.

O relógio começou a contar ainda no cruzeiro, a 6 de maio. Assim, a 17 de junho, se tudo correr bem, deverão poder regressar à sua vida normal.

Sobre o isolamento há duas hipóteses: os neerlandeses poderão, se quiserem, fazer a quarentena em casa. Os restantes, têm à sua espera 23 cabines dispostas em linha, num cais remoto do porto de Roterdão.

No navio, depois de vários passageiros terem sido retirados do MV Hondius em escalas anteriores, havia ainda 27 pessoas a bordo — 25 tripulantes, um médico e uma enfermeira. Como explicou o capitão do porto aos jornalistas, foram preparadas 23 unidades habitacionais mobiladas para serem "o mais aconchegante possível".

Além de terem um espaço para dormir, vão poder cozinhar ou lavar roupa dentro da cabine. Para os passeios higiénicos, numa altura em que as temperaturas vão estar altas, foram disponibilizadas áreas de estar ao ar livre.

No navio, os tripulantes já estavam confinados às suas cabines, podendo fazer passeios higiénicos no convés do Hondius.

A diretora da GGD Rotterdam-Rijnmond -- o Serviço de Saúde Pública Municipal de Roterdão -- deu mais detalhes sobre as condições em que os tripulantes vão viver nos próximos dias.

Os tripulantes permanecerão nesses alojamentos, salvo se forem repatriados pelos respetivos países, esclareceu Yvonne van Duijnhoven. E são de países tão diversos como Filipinas, Ucrânia, Rússia e Polónia.

Nas cabines, há serviço de alimentação disponível e os frigoríficos estão abastecidos. Além disso, cada cabine tem a sua própria máquina de lavar roupa e, claro, uma casa de banho.

“São uma espécie de pequenas casas, situadas no centro da zona portuária. Podem aquecer a própria comida e existem pontos de acesso Wi-Fi para que possam contactar as famílias”, disse Van Duijnhoven aos jornalistas.

A situação é “verdadeiramente única” na opinião da diretora do Serviço de Saúde Pública Municipal de Roterdão.

“Já tivemos muitos navios com vírus aqui durante a pandemia da Covid-19, mas o que torna este caso especial é o facto de este navio não estar a navegar na região. No entanto, como operava sob bandeira neerlandesa, o nosso país é responsável por ele”, sublinhou.

Quanto aos habitantes, esclareceu que foram recebidos relatos de um pequeno grupo de moradores preocupados com a sua segurança. Mas não há motivo para preocupação, garante.

“O vírus é significativamente menos contagioso do que o da Covid-19 e estamos a tomar todas as medidas de precaução”, afirmou Van Duijnhoven.

Já o processo de limpeza do cruzeiro é extremamente rigoroso: “Os resíduos são imediatamente incinerados, sendo completamente destruídos. O mesmo acontece com artigos como roupa de cama e colchões.”

Quem entra no navio vai completamente protegido: ou vestuário de mangas compridas, avental, óculos de proteção e máscara facial, ou fatos de proteção integral.

  • Fonte: Rádio Renascença
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