Montenegro vai buscar slogan de Cavaco e quer um “Portugal Maior”
- 18/05/2026 13:25
- Redação
Um ano depois de ter vencido as eleições legislativas, sem maioria absoluta, a moção de estratégia com a qual Luís Montenegro se candidata às diretas do PSD, diz que é exigido ao PSD ter “coragem reformista e ambição responsável” e o documento traça as linhas essências para “Fazer Portugal Maior”.
O slogan da campanha presidencial de Cavaco Silva em 2006 e letra do hino de campanha é o título escolhido parta a moção onde Luís Montenegro começa por avisar que a estratégia na Assembleia da República é para manter e por isso vai “continuar o diálogo político com as oposições” e garante que o "não é não" ao Chega é para manter tal como afasta qualquer solução de bloco central com o PS.
“O PSD será fiel ao seu compromisso de não ter uma solução de governo nem com o Chega nem com o Partido Socialista. O sentido do “não é não” com o Chega é o mesmo do “não ao bloco central” com o PS”, pode ler-se na moção entregue esta tarde na sede do PSD.
Luis Montenegro quer trabalhar para “Fazer um Portugal Maior” e diz que há uma oportunidade histórica de “transformar estabilidade política em ambição, ambição em reformas e reformas em resultados reais na vida dos portugueses”.
Montenegro diz que o PSD tem a missão de “liderar e trilhar esse caminho. Fazê-lo com sentido de Estado, com coragem reformista e com compromisso social”.
A visão de Luis Montenegro para Fazer Portugal Maior assenta em 5 ideias chave: a primeira “é que a justiça social e a criação de riqueza andam de braço dado”, a segunda ideia é que o estado deve ser um acelerador da mudança, não um obstáculo e como terceiro pilar está a coesão territorial. Os outros dois eixos de ação dizem respeito a um Portugal seguro e mais resiliente a eventos extremos inesperados e por último o lugar de Portugal na europa e na lusofonia.
É uma das prioridades do governo e na moção de estratégia global Luis Montenegro diz que a administração pública “deve ser mais rápida eficaz na contratação pública reforçando a transparência, para podermos executar em tempo útil as obras e prestarmos os serviços que a sociedade espera do Estado”.
Na véspera do parlamento discutir o fim do visto prévio do Tribunal de Contas, a moção de Montenegro avisa que: “A capacidade e rapidez das respostas do Estado são essenciais para o reforço da nossa democracia e, assim, para Fazer Portugal Maior”.
O líder do PSD defende ainda o aprofundamento da descentralização e da desconcentração a nível local e regional:“Ao nível da descentralização, é necessário que as autarquias assumam as competências já previstas na lei, sendo garantida a avaliação e a transferência de recursos adequados. Esse é um dos princípios da revisão da Lei das Finanças Locais”.
A reforma na administração pública passa também por agilizar os processos dos imigrantes de forma a responder às necessidades das empresas e “por outro lado, não deixar os imigrantes em situações de ilegalidade e de fragilidade.
“A regularização, a renovação de títulos, o reagrupamento familiar, o reconhecimento de situações laborais e a resposta a quem procura viver em Portugal não podem estar dependentes de filas intermináveis e decisões tardias” pode ler-se na moção que Luis Montenegro leva ao Congresso do PSD e com a qual se candidata a um terceiro mandato como presidente do PSD.