Rangel convoca embaixador israelita para protestar detenção de dois médicos
- 18/05/2026 17:13
- Redação
"Uma vez que esta ação de Israel, tal como a anterior de há umas semanas, foi feita em águas internacionais e, portanto, em violação do direito internacional, e dado que nós queremos garantir um tratamento de respeito absoluto pela integridade e pelos direitos fundamentais dos cidadãos em causa, convocámos hoje mesmo para o ministério o embaixador de Israel para fazermos o nosso protesto e para exigirmos esse tratamento e a reposição da legalidade internacional assim que possível", afirmou Paulo Rangel.
A Ordem dos Médicos indicou que foi na tarde desta segunda-feira informada da detenção dos médicos portugueses Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias, "após a interceção da embarcação em que seguiam [o navio "Tenaz"], em águas internacionais", um caso que disse acompanhar "com bastante preocupação".
Rangel adiantou que o Governo está a acompanhar a situação através da embaixada em Telavive e dos serviços consulares, que "imediatamente contactaram as autoridades israelitas no sentido de garantir, por um lado, a libertação imediata destas pessoas e, por outro lado, que sejam tratadas com todo o respeito e com garantia de todos os seus direitos fundamentais".
"Estamos em contacto 24 horas com a nossa embaixada em Israel, como já aconteceu no passado, e, portanto, é natural que ao longo das próximas horas ou do dia de amanhã [terça-feira], tenhamos já mais informações e até já contactos eventuais com os cidadãos em causa", referiu o ministro.
Num comunicado, o bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, salientou que "os médicos devem ser protegidos e respeitados em todas as circunstâncias" e "nunca podem ser alvo de violência, intimidação ou qualquer forma de condicionamento, independentemente do contexto político ou militar".
Além dos dois clínicos portugueses, várias dezenas de cidadãos espanhóis seguiam também na flotilha intercetada por Israel, tendo sido entre dez e 20 os detidos pelas autoridades israelitas, indicou o Governo espanhol.