Recuperados mais dois corpos de mergulhadores italianos desaparecidos nas Maldivas

Recuperados mais dois corpos de mergulhadores italianos desaparecidos nas Maldivas

  • 19/05/2026 08:18
  • Redação

A previsão do Governo é que os dois corpos ainda desaparecidos sejam recuperados na quarta-feira.

O corpo de um dos elementos do grupo — Gianluca Benedetti, o instrutor de mergulho — tinha sido recuperado na sexta-feira. Já depois disso, um membro da equipa de socorro morreu, no sábado, ao tentar recuperar os restantes mergulhadores. Foi vítima de doença de descompressão e as buscas foram suspensas.

Os dois corpos agora encontrados foram elevados até aos 30 metros de profundidade por uma equipa especializada de mergulhadores finlandeses, que se juntou esta semana às operações de busca. Chegaram na segunda-feira e, nesse mesmo dia, as quatro vítimas foram localizadas.

A partir do ponto a que o corpo foi elevado, mergulhadores das Maldivas e elementos da polícia concluíram a recuperação até à superfície, explicou o porta-voz governamental Mohamed Hussain Shareef, citado pela Reuters.

“As identidades ainda não foram confirmadas, mas sabemos que foram recuperados os corpos de um homem e de uma mulher”, afirmou Shareef.

Além do guia, o único outro homem do grupo era o biólogo marinho Federico Gualtieri, um recém-licenciado.

O grupo era ainda composto pela investigadora Monica Montefalcone, a sua filha, Giorgia Sommacal (estudante), e a investigadora Muriel Oddenino.

Monica Montefalcone, de 51 anos, era professora da Universidade de Génova e presença habitual em mergulhos científicos nas águas das Maldivas, nação tropical asiática, situada no Oceano Índico, composta por 26 atóis.

Também Muriel Oddenino pertencia a uma equipa da Universidade de Génova, e estavam ambas nas Maldivas numa missão científica oficial. O objetivo era estudar ecossistemas marinhos e os efeitos das alterações climáticas na biodiversidade tropical.

Giorgia e Federico não participavam na missão científica e o acidente aconteceu durante um mergulho que não fazia parte do programa científico, esclareceu a Universidade de Génova.

As autoridades das Maldivas, segundo avança a Reuters, estão a investigar vários fatores que poderão ter contribuído para o acidente — o mais mortífero de sempre relacionado com mergulho no país — incluindo a possibilidade de os mergulhadores terem descido a profundidades muito superiores às previstas.

As informações que chegam de Itália, via Ministério dos Negócios Estrangeiros, apontam nesse sentido: os cinco mergulhadores morreram enquanto exploravam uma gruta subaquática a cerca de 50 metros de profundidade, no Atol de Vaavu, na passada quinta-feira.

O limite para mergulho recreativo nas Maldivas é de 30 metros de profundidade. Já o mergulho em grutas é considerado uma atividade técnica e perigosa, que apenas deve ser feita por quem tem formação especializada, equipamento específico e seguindo protocolos rigorosos de segurança.

A gruta onde as cinco pessoas mergulhavam, explicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros italiano, está dividida em três grandes câmaras interligadas por passagens estreitas. A equipa de salvamento conseguiu explorar, ainda na semana passada, duas dessas câmaras. As operações acabaram por ser limitadas devido a riscos relacionados com oxigénio e tempos de descompressão.

  • Fonte: Rádio Renascença
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