Papa: "A liturgia celebrada deve ser traduzida em vida"

Papa: "A liturgia celebrada deve ser traduzida em vida"

  • 20/05/2026 05:44
  • Redação

O Papa Leão XIV deu início esta quarta-feira a uma série de catequeses sobre o primeiro documento promulgado pelo Concílio Vaticano II: a Constituição sobre a Sagrada Liturgia; a Sacrosanctum Concilium (SC). Na sua reflexão, lembrou que a "liturgia está ao serviço do mistério de Cristo" e "sustenta os fiéis, mergulhando-os sempre e de novo na Páscoa do Senhor".

De acordo com o Papa, a liturgia é o espaço, o tempo e o contexto no qual a Igreja recebe de Cristo a própria vida; nela «se opera o fruto da nossa Redenção».

“O Mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor torna-se presente de modo sacramental na celebração litúrgica, de modo que, sempre que participamos da assembleia reunida em seu nome, somos imersos neste Mistério”, assinalou.

O Papa pediu que a Igreja seja “aberta e acolhedora”, e que transforme em gestos concretos aquilo que as comunidades celebram na liturgia.

“Por outras palavras, a participação dos fiéis na ação litúrgica é simultaneamente interior e exterior. Isso significa também que ela é chamada a manifestar-se concretamente ao longo de toda a vida quotidiana, numa dinâmica ética e espiritual, de modo que a liturgia celebrada se traduza em vida e exija uma existência fiel, capaz de concretizar o que foi vivido na celebração”, sublinhou.

Leão XIV lembrou que “ao elaborar esta Constituição (SC), os Padres conciliares pretenderam não só empreender uma reforma dos ritos, mas também conduzir a Igreja a contemplar e a aprofundar aquele vínculo vivo que a constitui e a une: o mistério de Cristo”.

O Papa recordou Santo Agostinho, segundo o qual, a Igreja ao celebrar a Eucaristia, “recebe o Corpo do Senhor e torna-se aquilo que recebe: torna-se o Corpo de Cristo, morada de Deus, por meio do Espírito”. E sublinhou que “na sagrada liturgia, essa comunhão realiza-se por meio duma boa compreensão dos ritos e orações".

Leão XIV concluiu a sua catequese com um pedido para que os fiéis se deixem moldar interiormente “pelos ritos, pelos símbolos, pelos gestos e, sobretudo, pela presença viva de Cristo na liturgia”, aspetos que Leão XIV terá oportunidade de “aprofundar nas próximas catequeses”.

Na saudação aos fiéis de língua polaca, o Papa Leão XIV assinalou os 40 anos da publicação Encíclica Dominum et Vivificantem, de São João Paulo II, na qual recordou que o Espírito Santo é a “Luz dos corações” e nos permite “chamar o bem e o mal pelo nome”.

“Enquanto aguardamos o Pentecostes, peçamos ao Espírito de Deus que desperte as consciências humanas com seus dons, que as afaste da injustiça, da violência e da guerra, e que renove a face da terra!”, assinalou.

  • Fonte: Rádio Renascença
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