Bispos alertam para crise nas famílias e pedem redescoberta da fraternidade

Bispos alertam para crise nas famílias e pedem redescoberta da fraternidade

  • 20/05/2026 06:53
  • Redação

A Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida publicou uma mensagem para assinalar o Dia dos Irmãos, que se celebra a 31 de maio, na qual apela à redescoberta da fraternidade no seio das famílias e da sociedade, sublinhando que “a fraternidade terá de ser o caminho a percorrer” para alcançar a paz.

No texto intitulado “Dia dos Irmãos, fraternidade em exercício”, a comissão relaciona esta celebração com o VIII centenário da morte de São Francisco de Assis, recordando uma recente carta do Papa Leão XIV à comunidade franciscana.

Segundo a mensagem, o Papa deseja que “a mensagem de paz possa encontrar um eco profundo no hoje da Igreja e da sociedade”, sublinhando que a paz deve ser entendida como “um dom ativo a ser acolhido e vivido todos os dias”.

A Comissão Episcopal alerta para as dificuldades vividas atualmente nas famílias, afirmando que “em muitos lares respira-se a divisão, a discórdia, as desavenças, as separações, a violência física e moral”.

Perante esta realidade, os bispos defendem “a importância e a urgência de fazer com que a fraternidade volte à família”, considerando que é no ambiente familiar que a paz deve começar a ser construída.

“Queremos a paz no mundo? Trabalhemos para que reine em todas as famílias”, refere a mensagem, acrescentando que só assim será possível fortalecer os laços de fraternidade entre os povos.

No texto, os bispos deixam ainda vários desafios concretos para o quotidiano familiar, apelando à revisão das relações entre irmãos e ao reconhecimento dos próprios erros.

“Urge alterar comportamentos sem vergonha de reconhecer o errado nas minhas palavras e atitudes”, refere a mensagem.

Os responsáveis católicos sublinham também a importância da misericórdia, do perdão e da reconciliação, defendendo que estes devem ser praticados “com frequência para não acumular impressões negativas”.

Outro dos apelos passa pela aceitação das diferenças entre irmãos e familiares. “Nunca se pode ter medo do diferente”, lê-se no documento, que recorda que cada pessoa “necessita de ser amada ao seu jeito”.

A Comissão Episcopal descreve ainda o Dia dos Irmãos como uma oportunidade de “redescoberta da fraternidade”, não apenas baseada na consanguinidade, mas também no “dom efetivo e afetivo”.

Inspirando-se em São Francisco de Assis, os bispos concluem que o caminho para a paz começa no amor vivido diariamente nas relações familiares.

“O amor não tem fórmulas nem se contenta com manuais. É uma arte a aprender todos os dias”, termina a mensagem.

  • Fonte: Rádio Renascença
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