Quatro detidos por suspeitas de rapto e agressões violentas para recuperar droga
- 20/05/2026 06:33
- Redação
A Polícia Judiciária (PJ) deteve quatro homens suspeitos da prática dos crimes de rapto, sequestro, ofensas à integridade física qualificada, coação, acesso ilegítimo, furto de uso de veículo e detenção de arma proibida, ocorridos em outubro de 2025 nas zonas de Valongo e Maia.
Em comunicado, a PJ refere que os suspeitos foram detidos no Porto, Gondomar e Valongo, no âmbito de uma investigação conduzida pela Diretoria do Norte.
Segundo as autoridades, os factos ocorreram na madrugada de 12 de outubro, período durante o qual os suspeitos terão mantido “as vítimas, dois amigos, privadas da liberdade, com recurso a agressões e ameaças”, durante cerca de três horas.
A PJ explica que o objetivo dos agressores seria localizar uma terceira pessoa, “a quem acusavam de ter subtraído um quilograma de produto estupefaciente a um dos suspeitos”.
Durante o sequestro, uma das vítimas foi obrigada a acompanhar o grupo até um estabelecimento de diversão noturna para tentar encontrar uma mulher que pudesse indicar o paradeiro do alegado autor do furto da droga.
Os suspeitos terão ainda constrangido a vítima “a ceder o acesso ao seu telemóvel e a assinar uma confissão de dívida”. Como não conseguiram encontrar a pessoa procurada, acabaram por lhe subtrair a viatura.
Os detidos têm idades entre os 23 e os 32 anos e, segundo a PJ, são praticantes de modalidades como “pugilismo, jiu jitsu e MMA”, circunstância que, aliada à superioridade numérica, “impossibilitou qualquer capacidade de reação das vítimas”.
A investigação permitiu recolher “elementos probatórios relevantes” que conduziram à identificação e detenção dos suspeitos.
Um dos homens detidos não possui atividade profissional conhecida e apresenta antecedentes criminais relevantes. A PJ refere ainda que, à data dos factos, se encontrava em regime de pena suspensa por cinco anos pela prática de crimes de roubo agravado com arma de fogo.
Os quatro suspeitos serão agora presentes à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação.