Amarante sobe, Taí sonha mais alto: "A primeira divisão é o destino"

Amarante sobe, Taí sonha mais alto: "A primeira divisão é o destino"

  • 20/05/2026 09:15
  • Redação

A subida do Amarante à Segunda Liga trouxe de volta memórias e o orgulho amarantino a uma das figuras marcantes da história do clube.

"É com muita satisfação que vejo o Amarante chegar à II Divisão", começa por dizer Taí. O sócio número 50 do clube é antigo internacional português e começou a carreira no Amarante, antes de rumar ao Boavista e passar também pelo FC Porto.

O antigo avançado considera que o sucesso do clube é fruto de um trabalho de longo prazo e afirma que, neste momento, "o lugar do Amarante é na segunda divisão", sublinhando que em nenhum momento o clube "deu um passo maior que as pernas".

Ao longo da conversa, Taí destaca várias vezes a identidade e a estabilidade do clube: "É uma equipa que sempre teve os ordenados em dia, sempre teve a situação económica equilibrada", refere, antes de acrescentar que o Amarante foi "criando as suas estruturas" e "ganhando maturidade" até alcançar a promoção.

Para o antigo treinador, o último a orientar o Amarante na Segunda Divisão, a ligação entre o clube e a cidade continua ser a uma das maiores forças do clube. "Estão interligadas", explica, enquanto descreve uma cidade "muito cultural" e "virada para o desporto". A presença de muita juventude no estádio municipal é, para Taí, consequência da continua aposta na formação dos jovens da região.

"Em Amarante há uma escola de jogadores muito bem organizada", afirma. O antigo coordenador das camadas jovens lembra que trabalhou com nomes como Ricardo Carvalho e Nuno Gomes antes de chegarem ao futebol profissional e, posteriormente, à seleção nacional. "Penso que fiz um trabalho excelente nas camadas jovens", diz, assumindo que essa aposta nos jovens da casa continua bem presente nos dias de hoje.

Taí acredita que o salto para a Segunda Liga vai obrigar a uma nova organização estrutural mas considera que o Amarante tem condições para se afirmar. Alerta ainda que é necessário profissionalização do clube, tanto a nível diretivo, como na organização à volta do futebol, mas defende que as bases para isso estão lá.

É importante lembrar que na segunda-feira os sócios do Amarante decidiram que o clube deveria formar um SDUQ (ao invés de uma SAD), o que significa que o futebol sénior irá continuar a ser gerido pelo clube. Sexta-feira, dia 22, a proposta vai a votação em Assembleia Geral.

Além da estrutura, Taí elogiou igualmente o trabalho do treinador Alex Costa: "É uma equipa bastante compacta", destaca, considerando que os jogadores do Amarante "sabiam muito bem o que estavam a fazer". Para o antigo jogador, a promoção é resultado de um "trabalho de fundo que vem de trás".

Mais do que festejar a subida de divisão, o antigo treinador prefere olhar para o futuro. "O futebol não acaba só com a subida à Segunda Divisão", afirma. "O querer é poder", remata.

Depois de décadas a acompanhar o clube dentro e fora de campo, Taí acredita que a próxima época pode marcar o início de uma nova etapa para o Amarante e confessa estar entusiasmado para perceber até onde o clube consegue levar uma cidade que, segundo o próprio, "vive o futebol" como poucas.

  • Fonte: Rádio Renascença
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