Pato à Pequim, vinho tinto e “O Lago dos Cisnes”: Xi e Putin jantam em modo gala imperial

Pato à Pequim, vinho tinto e “O Lago dos Cisnes”: Xi e Putin jantam em modo gala imperial

  • 20/05/2026 10:48
  • Redação

Se alguém pensava que as reuniões diplomáticas se resumiam a apertos de mão sérios e comunicados cinzentos, Xi Jinping e Vladimir Putin decidiram contrariar essa ideia com um jantar que parece saído de um reality show gastronómico geopolítico.

Segundo a agência russa TASS, os dois líderes vão sentar-se esta quarta-feira à mesa para um banquete onde não faltarão clássicos chineses, vinho premium e banda sonora ao vivo com direito a “O Lago dos Cisnes”.

No menu diplomático entram estrelas como pato à Pequim, presunto Jinhua, sopa de camarão, noodles de Fuzhou e pastelaria de abóbora. Tudo acompanhado por entradas frias ao estilo russo — os famosos “zakuski” — porque a amizade sino-russa também se faz de petiscos.

Para regar a conversa estratégica, os convidados terão à disposição um Cabernet Sauvignon “Greatwall” de 2009 e um Chardonnay “Changyu” de 2016. Nada de vinho da casa: aqui a diplomacia bebe-se com reserva especial.

Mas o momento mais inesperado promete ser o espetáculo musical. A orquestra militar do Exército de Libertação Popular Chinês vai interpretar uma mistura improvável de clássicos russos e chineses, incluindo melodias da Ópera de Pequim, a canção “An Unforgettable Evening” e a famosa “Dança dos Pequenos Cisnes”, de Tchaikovsky.

Os dois líderes assinaram acordos nas áreas do comércio, energia e comunicação social, poucos dias depois da visita de Donald Trump à capital chinesa.

Xi Jinping destacou os “laços estreitos” entre os dois países e defendeu o aprofundamento da cooperação estratégica numa altura de “instabilidade global”. Já Putin classificou a relação entre Moscovo e Pequim como “um dos mais importantes fatores de estabilização no cenário internacional”.

A cooperação energética continua a ser central nas relações entre os dois países. Segundo o Kremlin, a Rússia forneceu à China mais de 100 milhões de toneladas de petróleo bruto e 49 mil milhões de metros cúbicos de gás natural em 2025.

Apesar disso, não houve avanços concretos no projeto do gasoduto “Força da Sibéria 2”, há vários anos negociado entre Moscovo e Pequim. O Kremlin admite que ainda não existe um calendário definido para a construção da infraestrutura.

A visita de Vladimir Putin à China coincide com o 25.º aniversário do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável, um acordo histórico entre Moscovo e Pequim que os dois líderes voltaram agora a reafirmar.

  • Fonte: Rádio Renascença
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