Conspiração para matar norte-americanos. EUA acusam Raul Castro

Conspiração para matar norte-americanos. EUA acusam Raul Castro

  • 20/05/2026 14:06
  • Redação

O ex-presidente cubano Raul Castro, de 94 anos, foi formalmente acusado nos Estados Unidos por homicídio e conspiração. A decisão judicial foi conhecida esta quarta-feira.

O irmão de Fidel Castro é suspeito de um crime de conspiração para matar cidadãos norte-americanos, quatro crimes de homicídio e dois crimes de destruição de aeronaves, de acordo com os registos judiciais do tribunal federal de Miami.

Outras cinco pessoas também foram constituídas arguidas no caso pela justiça norte-americana.

Um responsável do Departamento de Justiça dos EUA disse, na semana passada, que as acusações esperadas contra Raul Castro se baseiam num incidente de 1996, em que aviões cubanos abateram aeronaves operadas por um grupo de exilados cubanos.

O processo surge num contexto em que o Presidente dos EUA, Donald Trump, tem defendido uma mudança de regime em Cuba, onde os comunistas estão no poder desde que Fidel Castro liderou a revolução de 1959.

Num comunicado na quarta-feira, Trump descreveu Cuba como um “Estado fora da lei que alberga forças militares estrangeiras hostis” e enquadrou as ações da sua administração relativamente à ilha caribenha como parte de um esforço mais amplo para expandir a influência norte-americana no Hemisfério Ocidental.

“Das margens de Havana às margens do Canal do Panamá, expulsaremos as forças da ilegalidade, do crime e da intromissão estrangeira”, afirmou Trump num evento na Academia da Guarda Costeira em New London, Connecticut.

O Presidente cubano Miguel Díaz-Canel declarou na segunda-feira que a ilha não representa qualquer ameaça.

O indiciamento marca um novo ponto baixo nas relações entre os antigos rivais da Guerra Fria.

Após assumir o poder, Fidel Castro estabeleceu uma aliança com a União Soviética e depois expropriou empresas e propriedades pertencentes a norte-americanos. Desde então, os EUA mantêm um embargo económico contra a nação, que tem cerca de 10 milhões de habitantes.

As duas partes mantiveram contactos esporádicos ao longo dos anos. As relações diplomáticas melhoraram brevemente durante o segundo mandato do ex-presidente democrata Barack Obama, mas Trump, republicano, adotou uma linha mais dura.

  • Fonte: Rádio Renascença
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