Ébola: "Não existe qualquer risco para a seleção portuguesa"

  • 20/05/2026 15:17
  • Redação

“Penso que não temos que ter qualquer tipo de preocupação. Desde logo porque só quando há já sintomas da doença é que o vírus pode ser transmitido. Presume-se que não haverá jogadores manifestamente doentes em campo e com possibilidade de transmitir”, afirma o investigador do Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular e da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

A FIFA já disse que “os jogadores da seleção do Congo serão alvo de vigilância do ponto de vista epidemiológico”. “Acho que não existe qualquer risco para a seleção portuguesa”, reforça Miguel Prudêncio.

Os Estados Unidos proibiram a entrada no país dos adeptos congoleses, mas a seleção poderá participar no Campeonato do Mundo, que também se realiza no México e no Canadá.

A FIFA garante que a saúde dos jogadores da RDC está a ser devidamente monitorizada.

Lucille Blumberg, a presidente do Comité de Emergência da OMS para o surto de ébola, criticou a proibição de entrada de adeptos do Congo nos Estados Unidos, argumentando que não existe risco de contacto por via aérea.

Embora admita que se trata de um “excesso de zelo” por parte dos EUA, Miguel Prudêncio compreende a decisão porque as pessoas estão “muito alerta desde a pandemia de covid-19”.

“De um certo ponto de vista compreende-se esta medida, porque pretenderá prevenir quaisquer casos que pudessem acontecer, embora eles fossem efetivamente pouco prováveis, porque uma coisa importante a ter em conta é que as pessoas só transmitem o vírus quando estão já com sintomas da doença”, refere o especialista.

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) está a acompanhar e a recolher informação junto das entidades competentes e tem a indicação que a FIFA e a UEFA vão prestar esclarecimentos e informações sobre o assunto nos próximos dias.

  • Fonte: Rádio Renascença
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