PCP exige integração de três mil investigadores na carreira científica
- 21/05/2026 02:00
- Redação
O PCP exige a integração de três mil investigadores na carreira científica. Nesse sentido, apresenta um projeto-lei esta quinta-feira, no Parlamento.
O documento recupera algumas ideias que o partido apresentou há um ano, quando foi discutido o Estatuto da Carreira de Investigação Científica, mas que foram chumbadas.
“Não podemos ter a investigação e o sistema científico, tecnológico e nacional assente em trabalho precário. Estamos a falar de investigadores com bolsas e com contratos, mas que, na verdade, não estão integrados na respetiva carreira de investigação científica”, refere.
Paula Santos destaca o trabalho dos investigadores feito “ao longo de todos estes anos”, desempenhando “funções permanentes”.
“Temos tido ao longo dos anos um conjunto de investigadores que, com empenho e dedicação, muito têm contribuído, inclusivamente para o avanço e para a criação de conhecimento. Portanto, consideramos que é fundamental resolver este problema de uma vez por todas”, reforça a comunista.
O PCP defende que devem ser integrados na carreira de investigação científica os investigadores que, na última década, tenham “três ou mais anos de exercício de funções de investigação, consecutivos ou interpolados”, em instituições publicadas integradas no Sistema Científico e Tecnológico Nacional, entre outras.
“Perdeu-se uma oportunidade no ano passado, quando se estava a discutir o estatuto da carreira de investigação científica, que na verdade acabou por deixar investigadores de fora e que não consagrou até um regime transitório com normas que garantissem que todos fossem integrados”, critica.
Antes dos trabalhos no plenário, a Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) vai estar em protesto junto à Assembleia da República e depois acompanhar a discussão do projeto nas galerias.