À procura de sítios para mergulhos? Há 73 praias com selo "zero poluição", menos oito do que em 2025

À procura de sítios para mergulhos? Há 73 praias com selo "zero poluição", menos oito do que em 2025

  • 21/05/2026 02:00
  • Redação

Na prática, entraram 23 areais para a lista construída pela associação ambientalista Zero e saíram outras 31 – que não conseguiram manter três anos consecutivos de análises à água sem indícios de contaminação e que, por isso, não receberam o selo da Zero.

“Foram praticamente todas à custa de uma única análise e em níveis quase no limite de não serem detetados. Houve circunstâncias onde as praias nem sempre tiveram a qualidade desejada ou por problemas nas estações de tratamento ou nas redes de drenagem ou até poluição de ribeiras próximas”, esclareceu o representante.

Entre as zonas com melhor prestação, destaca-se o concelho de Grândola (com seis praias) e também as ilhas do arquipélago dos Açores (21 areais) e a ilha de Porto Santo (cinco praias).

Nestes últimos dois, os bons números justificam-se com o facto de as praias se situarem em “oceano aberto” e em zonas onde “não há ribeiras nem problemas de tratamento de águas residuais, e não há pressão populacional”.

Essa é precisamente a maior dificuldade nas praias fluviais: em toda a lista, a Albufeira de Alfaiates, no Sabugal, e a Albufeira do Vilar, em Moimenta da Beira são as únicas identificadas.

“Temos de ter um papel muito mais proativo e da parte das autoridades, quer das autarquias, quer da Agência Portuguesa do Ambiente, quer da Inspeção Geral do Ambiente, para garantir que realmente não temos episódios de contaminação microbiológica”.

“Sem dúvida que a educação ambiental aqui é fundamental, mas é absolutamente crucial garantir que não se repitam determinados episódios perfeitamente evitáveis de mau funcionamento de estações de tratamento, de redes de drenagem ou de poluição de rios e ribeiras”, assinalou Francisco Ferreira.

Contas feitas, há cinco concelhos que entram para a lista – Lagos, Moimenta da Beira, Sabugal, Setúbal e São Vicente – e outros dez que deixam de fazer parte, nomeadamente Caldas da Rainha, Caminha, Ílhavo, Nazaré, Porto Moniz, Povoação, Santa Cruz, Sines, Sintra e Tomar.

Ainda assim, perder o selo não implica riscos acrescidos para a saúde: apesar de não cumprirem os requisitos climáticos das Nações Unidas e da União Europeia, os níveis de contaminação estão ainda dentro dos valores legais e permitem mergulhos em segurança.

“A grande maioria das nossas praias, cerca de 90%, são praias de excelente qualidade e não têm quaisquer problemas. Outras terão menor qualidade, mas sem pôr em causa a saúde pública, exceto se houver alguma interdição ou algum desaconselhamento”, sublinha.

  • Fonte: Rádio Renascença
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