Israel vai deportar ativistas portugueses. "Só vamos ficar descansados quando os virmos"
- 21/05/2026 04:59
- Redação
“Estes dias têm sido difíceis”. Assim começa o diálogo com Sofia Miranda, companheira de Gonçalo Dias, um dos dois médicos portugueses detidos no porto de Ashdod pelas forças israelitas.
Na manhã desta quinta-feira, Gonçalo Dias e Beatriz Bartiloti receberam a visita de elementos do Gabinete de Emergência Consular do Ministério dos Negócios Estrangeiros que, mais tarde, comunicou às famílias a notícia da deportação que põe fim a dias de grande preocupação.
“Soubemos através da organização da flotilha que, no contacto com advogados, muitos ativistas fizeram queixas de violência, assédio sexual e humilhação… houve mesmo quem tivesse necessitado de assistência hospitalar”, conta Sofia Miranda.
E acrescenta: “Estes dias têm sido difíceis, até porque as autoridades israelitas têm sido muito restritas nos contactos. Agora, é claro que só vamos ficar descansados quando os virmos, quando soubermos como é que eles estão, que tipo de tratamento é que tiveram e quando eles estiverem cá em segurança”.