Organizações europeias de consumidores denunciam Meta, TikTok e Google por fraudes online

Organizações europeias de consumidores denunciam Meta, TikTok e Google por fraudes online

  • 21/05/2026 05:03
  • Redação

A Deco, em conjunto com a Beuc e 28 organizações europeias de consumidores, apresentou esta quarta-feira queixas à Comissão Europeia e à Anacom contra a Meta, o TikTok e a Google, acusando as plataformas digitais de falharem no combate à proliferação de anúncios fraudulentos financeiros.

Segundo as organizações de consumidores, as plataformas não estão a cumprir plenamente as obrigações previstas na Lei dos Serviços Digitais da União Europeia (DSA), deixando ativos centenas de anúncios suspeitos de fraude que podem atingir milhões de utilizadores.

Entre dezembro de 2025 e março de 2026, a Deco, a Beuc e associações de consumidores de 13 países denunciaram quase 900 anúncios considerados potencialmente ilegais ou fraudulentos. Ainda assim, apenas 27% dos anúncios denunciados foram removidos pelas plataformas digitais.

“Mais de metade das denúncias foram rejeitadas ou simplesmente ignoradas”, alertam as organizações, sublinhando que 52% dos conteúdos reportados continuam ativos ou sem resposta adequada.

De acordo com os dados divulgados, os anúncios fraudulentos podem alcançar mais de 200 milhões de consumidores europeus todos os meses, expondo utilizadores a perdas financeiras e outros riscos relacionados com fraudes online.

As associações de defesa do consumidor pedem agora à Comissão Europeia e, em Portugal, à Anacom, que investiguem as medidas adotadas pelas plataformas para reduzir os chamados “riscos sistémicos” associados a fraudes financeiras.

“As plataformas têm a responsabilidade legal de proteger os consumidores contra conteúdos fraudulentos”, defendem as organizações, que exigem o cumprimento rigoroso do Regulamento dos Serviços Digitais.

A Deco e os parceiros europeus consideram ainda que, caso se verifique incumprimento continuado das regras europeias, a Comissão Europeia deverá avançar com a aplicação de coimas às empresas tecnológicas envolvidas.

  • Fonte: Rádio Renascença
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