Mãe e padrasto de crianças francesas suspeitos de abandono e violência doméstica
- 21/05/2026 12:47
- Redação
A mãe e padrasto das crianças francesas de 3 e 5 anos, que encontradas sozinhas numa estrada na zona de Alcácer do Sal, são suspeitos dos crimes de violência doméstica e de exposição e abandono.
A informação foi avançada esta quinta-feira à tarde num comunicado divulgado pela Guarda Nacional Republicana (GNR).
O casal, um homem de 55 anos e uma mulher de 41 anos, foi localizado e detido esta quinta-feira, pelas 15h30, na zona de Fátima, por militares da GNR.
“Posso confirmar que a GNR, por volta das 15h30, localizou e deteve em Fátima os suspeitos de abandono das duas crianças encontradas sozinhas. São suspeitos da prática dos crimes de violência doméstica e de exposição e abandono. Após um trabalho de investigação, com partilha de informação, a mãe e o companheiro foram detidos pelos militares do Posto Territorial de Fátima da GNR”, indica o major João Gaspar.
A mãe e o padrasto foram levados para o posto de Fátima. Terão sido detidos quando estavam numa esplanada, após um alerta às autoridades.
As duas crianças tinham sido encontradas sozinhas a vaguear junto à estrada nacional EN253 em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, na terça-feira ao final da tarde.
Os irmãos foram encontrados por um casal, Eugénia e Artur Quintas. Estavam assustados e tinham apenas uma garrafa de água e uma peça de fruta, encontrando-se “à borda da estrada a chorar e a chamar pelo pai”, noticiou a CNN Portugal.
A Guarda Nacional Republicana detalha, em comunicado, que após receber o alerta "militares da GNR deslocaram-se de imediato ao local, onde localizaram os menores, garantindo a sua proteção e segurança".
"Perante a situação de evidente vulnerabilidade, as crianças foram encaminhadas para o Posto Territorial de Alcácer do Sal, onde os militares procuraram prestar os primeiros cuidados, assegurando alimentação, conforto e um ambiente de tranquilidade e proteção, particularmente importante tendo em conta a idade e fragilidade emocional dos menores."
Entretanto, o Conselho Superior de Magistratura revelou esta quinta-feira que as crianças, e de acordo com informação transmitida pela comarca de Setúbal, "não foram entregues à embaixada" de França.
"No âmbito do processo, foram apenas solicitadas informações à embaixada", sendo que "a medida aplicada pelo tribunal foi a de acolhimento familiar", esclareceu.
O pai das crianças, residente em França, tinha apresentado queixa na polícia por rapto das crianças pela mãe.