Palestina retira candidatura na ONU após ameaça dos EUA sobre vistos
- 21/05/2026 21:33
- Redação
"Informamos que a nomeação do Estado da Palestina para uma posição de vice-presidente da Assembleia-Geral da ONU para a 81.ª sessão foi retirada", confirmou na quinta-feira Neice Collins, porta-voz da presidente da Assembleia-Geral, num e-mail enviado às redações.
A controvérsia surgiu após um memorando interno do Departamento de Estado dos Estados Unidos, obtido pela NPR, instruir diplomatas norte-americanos a pressionarem as autoridades palestinianas para que retirassem a sua candidatura ou enfrentariam a possível revogação dos vistos da sua delegação na ONU.
Questionado sobre o assunto, Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, salientou na quinta-feira que a delegação palestiniana é membro observador permanente da ONU e, portanto, "deveria ter acesso a Nova Iorque, viajar para Nova Iorque e trabalhar em Nova Iorque".
"Tudo isso está previsto no Acordo com o País Anfitrião e não gostaríamos de ver qualquer alteração nesse sentido", acrescentou o porta-voz de António Guterres.
Segundo alguns meios de comunicação, esta não é a primeira vez que a Palestina retira a sua candidatura a um cargo na ONU após sofrer pressão.
A representação palestiniana nas Nações Unidas funciona como uma missão permanente de observação, uma vez que a Palestina tem o estatuto de Estado observador, e não de Estado-membro pleno.
Após a retirada da Palestina, o Líbano apresentou a sua candidatura para um dos 21 cargos de vice-presidente na Assembleia-Geral das Nações Unidas.