Ficheiros médicos de crianças acedidos indevidamente em todo o país. O que aconteceu?
- 22/05/2026 14:00
- Redação
Nas redes sociais, centenas de pais avisaram esta sexta-feira que um médico estaria a aceder indevidamente a dados de crianças um pouco por todo o país.
Para já, suspeita-se de um ataque informático, mas as averiguações ainda decorrem.
Um alegado pirata informático terá conseguido apoderar-se de credenciais antigas de um médico e acedeu a dados de vários utentes, incluindo de crianças.
Acreditando que o médico não se apercebeu da situação, a ULS do Alto Minho – onde o médico trabalha – afasta qualquer responsabilidade do clínico e diz que os acessos foram feitos por uma terceira pessoa.
A unidade de saúde garante ainda que houve acesso indevido apenas a registos administrativos de utentes, entre os quais crianças, e não a registos clínicos como chegou a admitir-se.
Será, por isso, falso que tenha havido acesso a dados de utentes ao longo da madrugada desta sexta-feira como algumas pessoas denunciaram na internet.
A investigação foi aberta ainda na quinta-feira e a Procuradoria-Geral da República confirmou a instauração de um processo-crime relacionado com um acesso ilegítimo às credenciais de um profissional de saúde. A Polícia Judiciária também está a investigar.
O Ministério da Saúde remete explicações para a Judiciária. Por sua vez, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde também não comentam casos concretos relacionados com matérias de segurança ou cibersegurança.
Ainda assim, garantem que todas as comunicações de possíveis incidentes são analisadas “em permanente articulação com as autoridades competentes”.
Quanto à Entidade Reguladora da Saúde (ERS) que abriu um processo sobre o caso, já deu conta de que os utentes afetados podem comunicar os fatos online à ERS.
Face ao contexto, muitos encarregados de educação recorreram ao portal para consultar o histórico e conseguiram verificar que o acesso aos dados teria sido feito a partir de Miranda do Corvo, onde o médico trabalhou há alguns anos.
As credenciais do médico já deveriam ter sido desativadas, como normalmente acontece quando se muda de unidade de saúde.
Caso ativar as notificações automáticas, o SNS24 permite identificar o profissional, a data e a entidade onde ocorreu a consulta da informação.