Mais de 60 menores morrem todos os anos em Portugal em acidentes
- 23/05/2026 03:30
- Redação
Todos ops anos, durante a última década, morreram, em média, em Portugal mais de 60 crianças e jovens em resultado de acidentes, avança a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI).
Em 2024, o último ano para o qual existem dados oficiais, morreram 69 crianças e jovens até os 18 anos, ainda assim uma redução do pico verificado em 2017, quando morreram 75 menores na sequência de um acidente.
Sandra Nascimento salienta que “até 2012, havia uma redução muito clara [do número de mortes], mas, desde aí, isto está muito estabilizado”.
Para a dirigente da APSI, isto significa que “há um desinteresse, não há medidas significativas, parece que se esqueceu que os acidentes continuam a ser um problema".
Nascimento sublinha que é “a segunda causa de morte de forma global entre os 5 e os 14 anos e a primeira a partir dos 15 anos, portanto, estamos a falar de um problema que é real”.
Os afogamentos são a segunda causa de morte acidental, logo seguidos das quedas em altura.
Sandra Nascimento salienta que, no caso “das crianças mais pequeninas, também há situações de asfixia e intoxicações”.
A responsável da APSI refere, no entanto, que “os acidentes rodoviários têm um peso muito grande nesta mortalidade de crianças e jovens”.
Questionada sobre se a APSI pondera pedir uma audiência junto do Ministério da Administração Interna (MAI), numa altura em que o ministro Luís Neves anunciou a elaboração de um novo Código da Estrada, a responsável responde prontamente: “Sem dúvida”.
Sandra Nascimento defende ainda que uma eventual audiência no MAI “poderá ser um caminho muito eficaz no sentido de reconhecer o dia 23 de maio como o Dia Nacional da Segurança Infantil” (DNSI), que formalmente ainda não está reconhecido apesar de neste sábado se comemorar a 10.ª edição, sob o mote “Aqui Brinca-se”.