"Sem surpresa". PS diz que relatório do PR confirma falhas do Governo na resposta às tempestades
- 23/05/2026 06:14
- Redação
O deputado socialista recupera mesmo uma expressão usada pela própria antiga ministra da Administração Interna para criticar a atuação do Executivo: “Naturalmente, o Governo, para usar a expressão da própria ministra, em determinada altura, pifou na resposta à questão da tempestade.”
A maior preocupação dos socialistas está agora na quantidade de material lenhoso ainda por retirar. André Rijo diz que há relatos de cerca de oito milhões de árvores caídas na região Centro, “há relatos de cerca de oito milhões de árvores caídas em toda a região Centro, que ainda não foram retiradas.”
Para o PS, a situação é especialmente preocupante porque o país está já a aproximar-se da época mais crítica para os incêndios rurais e florestais. André Rijo alerta que a acumulação de árvores caídas pode agravar o risco no verão, “reúne as condições, infelizmente, para termos aqui um verão potencialmente perigoso no que diz respeito aos incêndios rurais e florestais.”
Sobre a nomeação do general Paulo Viegas Nunes para a presidência do SIRESP, o PS critica a decisão que considera errada de o ter retirado do processo.
"Foi um erro terem tirado o general Viegas Nunes da função que ocupava quando a AD chegou ao Governo. Agora, é o reconhecimento do erro cometido e tivemos dois anos completamente parados naquilo que era preciso fazer e não foi feito e, portanto, isso é lamentável", diz Rijo.
“foram dois anos com claro prejuízo para o país numa matéria tão nevrálgica”, enfatiza o deputado.
"Neste caso, é a assunção de um erro do Governo, enfim, mais vale tarde que nunca."
André Rijo não deixa de admitir que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, esteve bem no nome que apresentou: “Encaramos como uma boa notícia o Governo voltar a ir buscar o general Viegas Nunes para esta missão.”
O general Paulo Viegas Nunes toma posse na segunda-feira como novo presidente do SIRESP, regressando a um cargo que já ocupou entre 2022 e 2024, durante a governação de António Costa.