Como é que foram roubados os dados de mais de 100 mil utentes do SNS?
- 26/05/2026 03:40
- Redação
Foram afetadas mais de 100 mil pessoas - de várias regiões do continente e ilhas - por este roubo de dados do Serviço Nacional de Saúde, e não terão sido apenas dados administrativos.
A Policia Judiciária avisa que, se considerar oportuno, irá entrar em contacto com alguns desses cidadãos para recolha de informação importante para a investigação que está em curso, numa altura em que se faz a análise forense ao que aconteceu.
A Polícia Judiciária admite duas possibilidades: o recurso a métodos tradicionais, roubo de credenciais, ou com recurso a Inteligência Artificial.
A Policia Judiciária está mais inclinada para a segunda hipótese, o que torna toda a investigação mais complexa.
O autor do crime é desconhecido ou, pelo menos, por agora não foi revelado. Noutro plano, o Diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica da Polícia Judiciária, José Ribeiro, aponta o dedo aos Serviços partilhados de saúde a quem cabe garantir condições de segurança e impedir o acesso a informações pessoais e confidenciais dos utentes.
Apela, por isso, a que clínicos e administrativos mudem com regularidade as credenciais, tecendo a critica de que isso normalmente não acontece.
O acesso ao sistema é feito com apenas recurso a uma palavra-passe, não havendo um método de verificação em dois passos, entre outro tipo de medidas de proteção digital.
Os gestores têm responsabilidade perante as vulnerabilidades do sistema, tendo agora de se apurar se ignoraram alertas.
O alegado pirata poderá usar as informações para fins comerciais ou fins maliciosos, porque o cibercrime, explicou a Policia Judiciaria, tem como forma de atuação vários modelos de negócio.
No limite pode ir até aos 10 anos de prisão por desvio de dados e utilização indevida de informações pessoais se o crime for praticado em infraestruturas criticas, como é o caso do SNS.