Cuidado com a inteligência artificial

Cuidado com a inteligência artificial

  • 26/05/2026 01:44
  • Redação

Numa sua edição recente, o semanário britânico The Economist refere na capa o possível apocalipse dos empregos provocado pela inteligência artificial e escreve em subtítulo: “espere pelo melhor, mas planeie para o pior”. Diz o Economist que ainda não existem provas conclusivas de que a inteligência artificial (IA) irá destruir muitos empregos; mas perante os progressos em curso nesta tecnologia seria errado desvalorizar essa possibilidade.

Sete em cada dez americanos julgam que a IA dificultará a procura de emprego; e cerca de um terço receiam pelo futuro dos seus empregos. A sociedade moderna poderá estar na eminência de uma profunda reafectação de recursos, envolvendo perturbações políticas.

Daí o alerta do Economist: talvez venha a ser precisa uma intervenção estatal, assegurando uma garantia universal de rendimento básico. E os governos não devem estar à espera de mais provas para criarem uma rede de segurança em matéria de emprego e de salários garantidos pelo Estado. Se os governos adiarem uma intervenção poderá ser tarde demais.

Conhecidas as convicções liberais do Economist, que desde há quase dois séculos combate a estatização da economia, percebe-se que o semanário encontrou razões muito poderosas para agora aconselhar uma forte intervenção do Estado quanto à segurança dos empregos, incluindo dos salários. Uma dessas possíveis razões terão sido os progressos conseguidos no último ano pela IA.

Por outras palavras: o assunto é mesmo sério. E até o governo de um país como Portugal, tradicionalmente pouco liberal, deve preocupar-se com os possíveis efeitos negativos da IA, a par dos enormes avanços que traz esta tecnologia, desde que os saibamos aproveitar.

  • Fonte: Rádio Renascença
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