Passos Coelho critica os falsos "políticos populistas" que são "prostitutos sem carácter"

Passos Coelho critica os falsos "políticos populistas" que são "prostitutos sem carácter"

  • 26/05/2026 15:45
  • Redação

Sentado ao lado de André Ventura, no auditório da Faculdade de Direito de Lisboa, Pedro Passos Coelho alertou esta terça-feira que os portugueses estão “impacientes” e à espera das reformas “prometidas”. Já no palco, o antigo primeiro-ministro foi mais contundente nas críticas aos atuais líderes políticos.

Passos Coelho voltou a pedir às “lideranças” para assumirem o seu papel e criticou quem se faz passar por um político populista para se conseguir manter no poder. Diz que essa atitude é de um politico “postiço” e de um “prostituto sem carácter”.

“Porque o que é autêntico e genuíno sempre se manifesta de uma forma muito mais eficaz do que o que é postiço. E então o postiço fica sem nada. Fica sem integridade, fica como um prostituto, sem nenhum carácter, sem reduto de pensamento, simplesmente vendido ao aplauso que o momento lhe possa fornecer”, concluiu Passos Coelho.

O antigo primeiro-ministro, que elogiou a política do atual Governo que “conseguiu estancar a onda de imigração”, criticou quem se faz passar por populista para travar os partidos populistas de chegarem ao poder.

“Quando, com medo do populismo, o político do mainstream lhe veste a casaca para evitar que o populismo chegue por voto ao palácio, e resolve então ser mais populista do que o populista, achando ele que não sendo verdadeiramente um populista é melhor apenas parecê-lo para evitar que o verdadeiro lá chegue, normalmente a história mostra que a coisa não funciona”, diz Passos Coelho.

Na apresentação do livro “A Constituição fluida” de Carlos Blanco de Morais, Pedro Passos Coelho voltou a dizer que “às vezes há coisas mais importantes do que ganhar eleições” e avisou que quem governa apenas para agradar aos outros não tem muito futuro.

“Mas a mesma multidão que o aplaude o condena, passado muito pouco tempo, quando o futuro que não é desejado chega. E, portanto, se não queremos que esse futuro chegue, se não queremos que esta Europa fluida tome conta do nosso espaço normativo e político, é preciso fazer qualquer coisa. E qualquer coisa que nos distinga dos outros”, pediu Pedro Passos Coelho.

E para começar, o antigo líder do PSD desafia os atuais líderes políticos a assumirem a liderança e a não governarem para agradar a todos.

“Escapar a uma maldição que tomou conta do espaço europeu de há muitos anos a este parte, mas também do espaço português, que é a dos líderes não quererem desagradar a ninguém. O que é uma coisa virtualmente impossível. Pelo menos durante muito tempo. Achei sempre que os políticos, que a política, por definição, compreende uma dimensão de liderança que é inescapável” avisou.

  • Fonte: Rádio Renascença
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