Portugal duplicou exportações militares em cinco anos. EUA são o maior cliente
- 27/05/2026 02:00
- Redação
As exportações de bens militares mais do que duplicaram nos últimos cinco anos, com um peso cada vez maior dos drones, numa altura em que a despesa com Defesa na União Europeia aumenta há 10 anos consecutivos.
Durante três dias, Portugal vai receber algumas das maiores empresas nacionais e internacionais do setor Aeronáutico, Espaço e Defesa, durante os AED Days, em Cascais e Oeiras, com a presença da Airbus, da Lockheed Martin, da Rohde, Indre ou Siemens, para debater e discutir a "realidade geopolítica em constante mutação".
Grande parte desse crescimento deve-se à venda de aeronaves não tripuladas, Em 2021, as exportações de drones eram inexistentes e passaram a representar 18% e 21% do total das exportações de bens com utilização militar em 2024 e 2025, respetivamente.
Entre 2021 e 2025, as exportações de bens militares cresceram 121%, mais do que duplicando, enquanto o total cresceu apenas 47% — quase três vezes menos.
Entre os bens estão cinco categorias: equipamento de proteção pessoal, veículos blindados e navios, aeronaves não tripuladas (drones), armas de fogo e suas componentes e munições. A maior parte das exportações são de armas de fogo e depois de equipamento de proteção pessoal, mas os drones já são a terceira categoria mais exportada por Portugal.
O destino? Entre 2021 e 2025, o maior cliente foram os Estados Unidos da América, com 41% das exportações de material militar. Depois seguem-se a Bélgica (14,1%), a França (13,9%), a Espanha (6,8%) e a Ucrânia (5,1%).