"Os populismos também existem dentro da Igreja", admite presidente da CEP
- 27/05/2026 02:00
- Redação
Estamos a viver tempo e um contexto político e social que exige à Igreja que seja mais interventiva, corajosa e até frontal? Dou o exemplo dos populismos - como, de resto, tem feito o Papa Leão, em várias intervenções mais recentes. Considera que estamos num período da nossa história em que a Igreja tem, de facto, de ser mais interventiva?O ser interventivo não significa que vamos ser os juízes de tudo aquilo que se passa num país ou numa nação. Algumas pessoas gostavam que a Conferência Episcopal dissesse quais são os partidos que aprova e quais são os partidos que reprova. A Igreja não se vai meter numa coisa dessas, evidentemente. Agora, tem de apontar princípios, e os princípios fundamentais são o Evangelho, é a doutrina social da Igreja, que por vezes é esquecida - ou quando não é esquecida, não é tida muito em conta naquilo que são as nossas práticas.