Hospital de Faro recusou grávida em trabalho de parto. Porquê?
- 27/05/2026 03:57
- Redação
Tudo terá acontecido na passada sexta-feira. A mulher, grávida de 40 semanas e já em trabalho da parto, chegou ao hospital, mas não foi permitida a entrada. A Unidade Local de Saúde justifica a decisão com o facto do serviço estar condicionado pelo que só admitia urgências internas ou casos referenciados pelo INEM.
Não. Razão pela qual acabou por ser encaminhada para Portimão, pelo que teve de fazer mais de 70 quilómetros. De acordo com as informações disponíveis, a mulher terá telefonado ao 112 já à porta das urgências, e o INEM terá insistido para que a mulher fosse logo atendida. Mesmo assim, foi recusada a entrada.
O que dizem as regras e orientações para o acesso às urgências de obstetrícia e ginecologia publicadas em Diário da República?
O contacto com a Linha SNS 24 grávida é fundamental, mas se tal não tiver sido feito, as utentes que acorram à urgência devem ser informadas da necessidade de realizar o contacto telefónico devendo ser-lhes disponibilizado, para o efeito, um telefone no local.
Esse contacto pode não ser feito em casos de forte suspeita de situações que podem potencialmente representar risco de vida, como perda de consciência, convulsões, dificuldade respiratória, hemorragia abundante, traumatismo grave ou dor muito intensa.
Mas as regras dizem mais: em circunstâncias excecionais, se a utente recusar efetuar o contacto, ou se por qualquer outra razão não seja possível o encaminhamento através da Linha SNS 24, deve ser assegurada a sua inscrição na urgência e posterior triagem presencial, de acordo com algoritmos equivalentes aos utilizados pela referida linha autocuidados. Isso não aconteceu.
De acordo com as informações disponíveis, este caso está a ser analisado internamente na ULS Algarve. Tudo indica que a mulher deu à luz em Portimão.