"A guerra não resolve os problemas". Papa volta a apelar à paz na Ucrânia
- 27/05/2026 06:03
- Redação
O Papa manifestou, esta quarta-feira, a sua preocupação pelo aumento dos ataques na Ucrânia. Leão XIV confessou acompanhar "com preocupação" a "forte intensificação" da guerra que assola aquele país, salientando que que os ataques mais recentes foram "perpetrados inclusive contra civis".
"A guerra não resolve os problemas, mas agrava-os; não constrói segurança, mas multiplica o sofrimento e o ódio. Onde caem mísseis e drones, caem também as esperanças, destroem-se casas e lugares de oração, ceifam-se vidas inocentes", reitera o Santo Padre, que se tem manifestado repetidamente contra o conflito e que voltou a apelar à paz.
Durante a audiência desta quarta-feira, o Papa pediu, igualmente, respeito e humildade perante os textos e normas da liturgia, dedicando a catequese desta quarta-feira a este tema aprofundado na Constituição ‘Sacrosanctum Concilium’, documento conciliar sobre a reforma da litúrgica.
Ao dirigir-se especialmente aos sacerdotes e a todos os que prepararam as celebrações litúrgicas, Leão XIV pediu zelo e respeito “pelos textos e pelas normas da liturgia que brota de uma atitude interior de disponibilidade e de confiança em Deus, manifestando humildade perante a Sua grandeza e uma sincera fidelidade à comunhão eclesial”.
O Santo Padre recordou que aquele documento distingue uma "parte imutável, porque de instituição divina» e «partes suscetíveis de modificação, as quais podem e devem variar no decorrer do tempo". Ou seja, “indicou o caminho para se conservar a sã tradição e abrir espaço a um legítimo progresso das formas rituais pelas quais se dá glória a Deus e se santifica o povo cristão”.
O importante é “permitir sempre aos fiéis, por meio dos ritos, uma frutuosa participação no Mistério pascal de Cristo, fundamento da fé cristã”. O Santo Padre referiu que a Liturgia foi, ao longo dos séculos, e continua a ser hoje “um motor de evangelização, que confirma e promove a comunhão eclesial”. E sublinhou que, “para o bem de toda a Igreja", toda a reforma deve ser "sempre precedida de uma acurada investigação teológica, histórica e pastoral”. Desta forma, o Magistério conciliar “convida a evitar a desorientação dos fiéis, dissuadindo qualquer pessoa de acrescentar, retirar ou modificar algo, em matéria litúrgica, por iniciativa própria”.