Montenegro desafia Parlamento a “assumir responsabilidade” e ir contra o “imobilismo”
- 27/05/2026 10:16
- Redação
O primeiro-ministro desafia o Parlamento a "assumir a responsabilidade" e pronunciar-se sobre a reforma laboral do Governo.
Esta quarta-feira à tarde, o Governo está a responder aos partidos da oposição na Assembleia da República.
O debate arrancou com a líder parlamentar do Livre, Isabel Mendes Lopes, a acusar o primeiro-ministro de governar ao contrário do que defende o Papa Leão XIV na sua nova encíclica.
Luís Montenegro rejeitou. Garante que valoriza a doutrina social da Igreja e considera que as alterações à lei laboral vão ajudar a melhorar as condições de vida.
O chefe de Governo diz que o Parlamento tem de escolher se quer manter o que existe ou mudar e avisa que se o pacote laboral for chumbado, os deputados fazem uma "assunção do imobilismo". Confrontado com a opinião negativa dos portugueses sobre o pacote laboral patente nas mais recentes sondagens, Luís Montenegro é lacónico: "Não governamos a pensar em sondagens".
Noutro plano, Isabel Mendes Lopes aproveitou a ocasião para acusar o Governo de atrasos nas ajudas aos municípios afetados pelas tempestades.
O primeiro-ministro abordou ainda a questão das enormes filas que se formam nos aeroportos portugueses devido às novas regras europeias de controlo de passageiros.
Luís Montenegro ressalva que o problema não é "exclusivo" de Portugal e dá o exemplo de filas de mais de 500 metros que se formaram no Aeroporto Internacional de Frankfurt, na Alemanha. No entanto, volta a admitir suspender os novos mecanismos de controlo para evitar mais problemas.
Na vez do Chega, André Ventura aproveitou o recente relatório do Presidente da República sobre o seu périplo nas regiões afetadas pelas violentas tempestades do início do ano. O deputado lembra que António José Seguro apontou "insuficiências" e "excesso de improviso".
André Ventura usou ainda a sua intervenção para voltar à polémica em torno da nomeação para a liderança do SIRESP e acusa o Governo de "ocultar informação pública" no relatório sobre o organismo que deve garantir uma rede de comunicações de emergência para o Estado - e que tem falhado constantemente em momentos sensíveis como os incêncios rurais.