“Não correu tudo bem”. Montenegro reage a relatório Seguro sobre tempestades
- 27/05/2026 11:32
- Redação
“Não correu tudo bem” na resposta às tempestades e, “aqui ou acolá”, há margem para melhorar a coordenação, afirmou esta quarta-feira o primeiro-ministro, durante o debate quinzenal no Parlamento.
"Não correu tudo bem, porque foi uma circunstância inédita. Aqui ou acolá com alguma necessidade de aprimorar regras de coordenação, instrumentos de cooperação interinstitucional, intermunicipal para se poder deslocar para o território afetado a capacidade que esta espalhada pelo país", afirmou.
O primeiro-ministro considerou "muito válido" o contributo do Presidente da República sobre a gestão das tempestades, que diz estar "quase todo incluído" no PTRR.
"Posso reiterar que, tal como consta do relatório da Presidência aberta do Presidente da República, o Governo esteve muito presente, muito próximo", salientou Luís Montenegro.
Noutro ponto do debate, o chefe do Governo atualizou alguns números relativamente aos apoios às vítimas das tempestades. Quatro meses depois, 7726 das 7992 candidaturas de empresas já receberam resposta.
No sábado, foi conhecido – embora ainda não divulgado oficialmente – o relatório da Presidência Aberta na Zona Centro do país, realizada por António José Seguro entre 6 e 10 de abril às zonas afetadas pelas tempestades, no qual o Presidente da República considera que as consequências do mau tempo que atingiu o país no início do ano exigem que "se acelerem apoios, se clarifiquem medidas" e se melhore a coordenação entre entidades no terreno.
Montenegro recordou que o Governo discutiu com o chefe de Estado, ainda na qualidade de Presidente eleito, o desenho do programa criado para responder às consequências das tempestades – o PTRR (Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência), com um envelope financiamento de 22,6 mil milhões de euros e execução até 2034.
Apesar de considerar que as sugestões de António José Seguro estão praticamente todas incluídas neste programa, Montenegro lembrou que este é “sempre suscetível de uma reprogramação, uma recalendarização”.
“Esse é seguramente um assunto ao qual nós voltaremos muitas vezes, até porque nós próprios sugerimos que o Parlamento tivesse uma palavra muito permanente de acompanhamento da execução desse programa”, frisou.