Nunca fez tanto calor em maio: Mora chega aos 40,3 graus
- 28/05/2026 11:30
- Redação
Segundo um balanço do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), divulgado esta quinta-feira, em Mora e Alvega (Abrantes) foram ultrapassados o anterior extremo absoluto de maio, os 40ºC (graus celsius) de Pinhão, a 30 de maio de 1953, e Termas de Monfortinho, nos últimos dois dias de maio de 2001.
Com dados atualizados esta quinta-feira de manhã, o IPMA diz que 16 estações automáticas estão em situação de onda de calor.
Em termos de número de dias a onda de calor é a oitava mais longa, com 7,9 dias. A mais elevada foi em 1964, com 9,7 dias. Quando à magnitude o episódio é o terceiro maior.
Segundo o IPMA, foram registados até agora 22 novos máximos da temperatura máxima do ar, um na terça-feira e os outros na quarta-feira. Também foram registados quatro novos máximos da temperatura mínima do ar.
O IPMA alerta para a elevada probabilidade de mais locais entrarem em onda de calor, especialmente da região norte e centro interior, e diz que há também forte probabilidade de a atual onda de calor se estender até aos primeiros dias de junho.
Uma onda de calor acontece quando num intervalo de pelo menos seis dias consecutivos a temperatura máxima diária é superior em 5°C ao valor médio das temperaturas máximas diárias, no respetivo mês.
Para se poder fazer a comparação usa-se um período de referência, atualmente o período 1991-2020.
O IPMA diz que as ondas de calor podem ocorrer em qualquer altura do ano mas que são mais notórias e sentidas pelos seus impactos quando ocorrem no verão.