PCC e Comando Vermelho vistos como "organizações terroristas" pelos EUA, diz Rubio
- 28/05/2026 21:00
- Redação
Esta designação acontece um dia depois de Flávio Bolsonaro, o filho do antigo Presidente brasileiro Jair Bolsonaro, se ter encontrado com Rubio e ter discutido sobre os grupos criminosos do Brasil e os seus "ataques brutais" contra forças policiais, autoridades públicas e civis, mas também questões sobre liberdade de expressão.
Flávio Bolsonaro está a preparar uma candidatura presidencial com o apoio do pai.
Rubio justificou a decisão, afirmando que a influência das redes pode-se estender até aos Estados Unidos.
"A administração Trump continuará a utilizar todas as ferramentas disponíveis para proteger a nossa nação e os nossos interesses de segurança nacional, mantendo drogas ilícitas fora das nossas ruas e interrompendo os fluxos financeiros que alimentam narcoterroristas violentos", lê-se.
Porém, estas conversas contrariam as vontades da administração de Lula que tem procurado evitar este tipo de classificações.
Na última reunião com Trump, Lula até pediu no início deste mês à Casa Branca que não avançassem durante o seu mandato, receando uma eventual ação militar norte-americana ou negociações entre bancos e criminosos no país.
Rivais no controlo de rotas de tráfico, lavagem de dinheiro e influência nas prisões brasileiras, o PCC e o CV dominam grande parte do tráfico de droga no país e expandiram a sua rede de contactos pela América Latina.
Em Portugal, o PCC faz do país uma das principais portas de entrada de cocaína na Europa, com dezenas de membros identificados e detidos nas cadeias portuguesas.