Produziam canábis em grandes armazéns: PJ detém 12 suspeitos

Produziam canábis em grandes armazéns: PJ detém 12 suspeitos

  • 29/05/2026 05:48
  • Redação

A Polícia Judiciária (PJ) deteve 12 cidadãos estrangeiros suspeitos de integrarem uma organização criminosa dedicada à produção e distribuição internacional de canábis, no âmbito da operação “Rota Secreta”, realizada nas zonas de Braga, Porto e Aveiro.

Em comunicado, a PJ revela que os detidos estão “fortemente indiciados de integrarem um grupo criminoso organizado, que se dedicava à produção (indoor) de grandes quantidades de canábis, para posterior distribuição por vários países”.

A operação, conduzida pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, permitiu o desmantelamento de duas unidades de produção de canábis em larga escala, instaladas em armazéns de grandes dimensões localizados nos distritos do Porto e de Aveiro.

Durante as diligências, os investigadores apreenderam 190 quilogramas de canábis já processada e acondicionada em embalagens a vácuo. Segundo a Polícia Judiciária, a quantidade apreendida “daria para cerca de 900 mil doses individuais”, tendo em conta o seu grau de pureza.

Além da droga pronta para distribuição, foram ainda apreendidas cerca de cinco mil plantas de canábis e diverso material utilizado na produção do estupefaciente. A PJ destaca “o elevado nível de sofisticação das estruturas desmanteladas”, que funcionavam em ambientes com luminosidade, temperatura e humidade controladas, permitindo uma produção contínua e altamente especializada.

Os 12 detidos — oito homens e quatro mulheres, com idades compreendidas entre os 29 e os 63 anos — serão presentes à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação.

A operação contou com o apoio da Diretoria do Norte, do Departamento de Investigação Criminal de Braga, do Laboratório de Polícia Científica e da Unidade de Armamento e Segurança da PJ.

O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Santarém. As autoridades adiantam que “as investigações prosseguem”.

  • Fonte: Rádio Renascença
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