Quer lutar boxe com um robot ou vê-lo dançar K-Pop? Em Seul é possível

Quer lutar boxe com um robot ou vê-lo dançar K-Pop? Em Seul é possível

  • 29/05/2026 08:38
  • Redação

Se nunca leu esta expressão, vai querer decorar: entertech. É aí que reside o "coração" do negócio da Galaxy Corporation, que muitos conhecem apenas como a empresa responsável pelo artista de K-Pop G-Dragon (um dos maiores do género, com muitos fãs por todo o planeta). No entanto, esta empresa sul-coreana quer ir mais longe e pretende ser a nova casa do chamado "entretenimento tecnológico".

Quando dizemos "casa" quase que podíamos ser literais, uma vez que surgiu na Coreia do Sul o Galaxy Robot Park, um parque temático de robótica. Com mais de 16 mil metros quadrados, e plantado no centro do distrito de Gangdong, em Seul, promete ser palco de várias atuações de K-pop realizadas por robots humanóides, servir de ringue de boxe para androides (mais ou menos) autónomos e apresentar muitas opções para miúdos e graúdos interagirem livremente com as máquinas.

O parque, que ainda não foi oficialmente inaugurado mas já recebeu centenas de convidados em eventos de "ensaio", vai passar, a partir de agosto, a apresentar vários espetáculos com música pop coreana em que os protagonistas das coreografias serão robots.

Também vai dar a oportunidade aos mais corajosos para participar num combate de boxe ao controlar o esqueleto metálico de um androide ou, ainda, levar para casa um retrato feito no momento por uma cabeça humanoide que faz conversa fiada enquanto desenha.

A ideia dos criadores do Galaxy Robot Park é, diz o presidente executivo, Choi Yong-ho, normalizar a presença de robots humanóides no nosso dia-a-dia e, sobretudo, na indústria do entretenimento. É esse, afinal de contas, o "core business" da empresa responsável, que pretende que o público olhe para o parque não como uma "exposição de tecnologia", mas como um "espaço cultural onde humanos e robots podem interagir através de música, jogos e experiências ao vivo".

Trocando por miúdos, a empresa quer utilizar tecnologia de ponta para terminar, por exemplo, com a necessidade de levar um grupo de dançarinos em viagem para lugares menos acessíveis e, até, para zonas mais complicadas, como zonas de conflito. A ideia é que, no mundo do K-Pop em que a coreografia e a identidade visual são elementos muito importantes para os fãs, a tecnologia mais avançada possa ser utilizada para "ensinar" qualquer robot, aqui ou no Sri Lanka, a dançar sem mácula ao som de um dos vários êxitos dos ídolos sul coreanos, como "Power".

No futuro, a mesma tecnologia poderá ser utilizada, acredita a marca, para desenvolver outros produtos e criar novas necessidades que, até agora, nem ponderávamos: entre os desejos do presidente executivo, Choi Yong-ho, estão experiências imersivas de fãs no metaverso com recurso a óculos de realidade aumentada, desfiles de moda levados a cabo por modelos-robot e, até, uma linha de roupa pensada para os nossos hipotéticos futuros companheiros de metal.

"Aproveitando a inteligência artificial e a tecnologia avançadas, maximizamos as experiências do consumidor e do público e redefinimos as fronteiras entre o entretenimento e a tecnologia", reza a empresa que, pelo caminho, também promete "reinventar a forma como o entretenimento é criado, distribuído e experienciado" combinando "tecnologia e cultura de forma harmoniosa".

Na prática, são usadas ferramentas proprietárias de inteligência artificial para criar conteúdo "imersivo" que permita o "envolvimento hiperpersonalizado dos fãs". Resta saber se os fãs serão tão fervorosos com estas criações metalizadas como são com os seus ídolos de K-Pop...

  • Fonte: Rádio Renascença
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