Trump só vai assinar acordo com o Irão se "linhas vermelhas" forem cumpridas
- 29/05/2026 19:36
- Redação
"A reunião na Sala de Situação terminou e durou cerca de duas horas. O Presidente Trump só assinará um acordo se for bom para os Estados Unidos e se as suas linhas vermelhas forem cumpridas. O Irão não pode ter uma arma nuclear", frisou a fonte presidencial em comunicado.
Para o líder norte-americano, o acordo terá de incluir a abertura do Estreito de Ormuz e o desmantelamento da capacidade de Teerão para fabricar uma arma nuclear – duas condições que Teerão não cedeu.
Em reação, o Irão desmentiu a notícia e anunciou que as negociações não terminariam para já, classificando as declarações de Trump como uma “tentativa de apresentar uma vitória fabricada”.
"As negociações continuam, mas ainda não foi concluído qualquer acordo definitivo", comentou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmaeil Baghaei, citado pelos meios de comunicação de social estatais.
"Nesta fase, a nossa prioridade é pôr fim à guerra, e não há negociações sobre a questão nuclear."
A agência iraniana Fars revelou ainda que o estreito será reaberto sob as condições de Teerão após os EUA levantarem o bloqueio aos navios iranianos. Em resposta, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o bloqueio norte-americano seria removido gradualmente, caso isso aconteça.
Trump, no momento em que anunciou que ia tomar uma decisão sobre um acordo, sugeriu que o Irão tinha aceitado destruir o 'stock' de urânio enriquecido.
O Presidente norte-americano afirmou ainda que não haveria qualquer troca de dinheiro “até nova ordem” — uma possível referência às exigências iranianas de pagamentos de taxas no estreito, indemnizações pelos danos da guerra ou ao desbloqueamento de ativos iranianos congelados.
As negociações indiretas entre Irão e os EUA começaram após a guerra iniciada em fevereiro, tendo o Paquistão desempenhado um papel central de mediação entre Teerão e Washington.
O conflito intensificou-se após uma escalada militar entre Irão e Israel no início deste ano, marcada por trocas de ataques com mísseis e drones. Os confrontos afetaram o transporte marítimo no Golfo e envolveram forças militares norte-americanas, aumentando os receios de uma guerra regional de maior dimensão.