"Não conseguimos que o voluntariado entre na agenda do país"
- 30/05/2026 04:00
- Redação
Eugénio da Fonseca, presidente da Confederação Portuguesa do Voluntariado, lamenta a falta de interesse "sistémico por esta área de intervenção na sociedade". "Nós não conseguimos que o voluntariado entre na agenda do país", desabafa.
O responsável lembra que a maioria dos portugueses “não sabe que as Nações Unidas decretaram o ano de 2026 como o Ano Internacional dos Voluntários”, porque subsiste a “dificuldade em fazer estas ações de sensibilização”.
Neste contexto, o responsável junta o seu apelo, ao da presidente da Federação dos Bancos Alimentares, Isabel Jonet, para a mobilização dos voluntários neste fim de semana de recolha dos bancos alimentares. “Eu estou convencido de que vão surgir as pessoas necessárias, e junto aqui o meu apelo ao da Dra. Isabel Jonet para que as pessoas não desistam de dar o seu contributo durante algumas horas porque há gente que precisa”.
Eugénio da Fonseca apela à participação dos voluntários na campanha de recolha de alimentos, e insiste no pedido de maior visibilidade para o Ano Internacional dos Voluntários, porque “é preciso consolidar uma ideia que não está consolidada”.
E lamenta que o esforço da Confederação Portuguesa do Voluntariado em dar visibilidade ao Ano Internacional dos Voluntários, “com a organização mensal de ações para assinalar a data”, não seja acompanha pelo Governo.
“Nós queremos reforçar as nossas ações, mas precisamos de uma parceria maior pelo menos neste último semestre do ano para ver se recuperamos o tempo perdido”, sublinha.
A ideia é neste Ano Internacional dos Voluntários conseguir um aumento de 26% do número de voluntários em Portugal.