Aumento dos preços trava donativos de azeite e óleo
- 30/05/2026 08:07
- Redação
No saco de papel para entregar aos voluntários do Banco Alimentar (BA), Ana Rita traz dois pacotes de leite, massa e cereais. Escolheu os produtos a dedo porque são “bens essenciais e não muito caros”, conta a jovem, este sábado, à saída de um hipermercado em Espinho.
“Neste caso a massa estava mais barata que o arroz”, nota Ana, acrescentando: “Dou o que consigo”.
“Acho que temos de ajudar os outros. Ajudar as pessoas que estão em necessidade”, nem que não seja, ressalva, “só mesmo com o essencial”.
Maria José e Amélia Lourosa não falham uma campanha do Banco Alimentar, mas as duas reformadas reconhecem que, com o aumento do preço do cabaz dos bens essenciais, é “cada vez mais difícil” contribuir.
“Claro, é difícil”, atira Maria José. “Mas, pronto, dou um pouco, se vier mais logo ou amanhã, dou mais um bocadinho, é assim”, conta, garantindo que participa “todos os anos, sempre”.
Apesar do aumento dos preços não deixa "de contribuir”, diz Amélia. “Mesmo que esteja mais caro. Dou o que posso”.
E o peso do custo de vida dos portugueses já se faz sentir na recolha de bens. Pedro Santos, voluntário da campanha do Banco Alimentar em Espinho, dá como exemplo a falta do azeite e do óleo entre as doações.
“Neste momento estamos a receber muito massas, arroz, leites, mas pouca coisa de óleos, azeites”, conta o voluntário, reconhecendo que se trata de “produtos mais caros” e, por isso, “é mais difícil”. “Mesmo que sejam de linha branca, as pessoas não estão a dar tanto”.
A campanha do Banco Alimentar contra a Fome decorre este fim de semana nos hipermercados de todo o país.