Afinal, mosquitos podem ser atraídos pelo cheiro dos repelentes
- 30/05/2026 18:45
- Redação
Prestes a chegar o verão, cá vêm eles. Há quem invista em repelentes, mas até que ponto é que vale a pena?
Utilizando o mesmo método de estudo que o cientista Ivan Pavlov no fim dos anos 1800 que ensinou os cães a associar o som de uma campainha a comida, estes estudiosos realizaram uma série de experiências com a espécie de mosquito "Aedes aegypti", capaz de transmitir dengue, febre amarela ou até Zika.
Num pequeno tubo coberto por rede, os mosquitos alimentavam-se umas bolsas aquecidas com sangue de ovelha e, dez segundos depois, os investigadores pulverizaram DEET no ar, um composto químico popular em repelentes.
Não demorou muito até os mosquitos acharem o repelente "apetitoso", agindo "quase de forma frenética".
"Cerca de 60% dos mosquitos treinados ficaram loucos a tentar picar algo mal sentiram o cheiro de DEET", revelam.
Num segundo teste, uma cientista pulverizou apenas uma mão com repelente, mas os insetos treinados voaram, de imediato, para a mão com DEET.
Um terceiro teste passou por treinar os mosquitos a associar um alimento açucarado ao cheiro do repelente e acabou por se confirmar que o "entusiasmo" dos mosquitos, "percebendo rapidamente a ligação".
Ou seja, se os mosquitos foram repetidamente expostos a este cheiro, podem associá-lo a alimento tal como o sangue humano.
Apesar desta investigação, os cientistas recomendam, na mesma, o uso de repelentes e a sua reaplicação, porque "salva vidas" contra doenças transmitidas por mosquitos.
"Se o produto estiver estiver na pele há várias horas e fraco o suficiente para não repelir, mas ainda percetível pelo mosquito, este pode favorecer essa associação", lê-se.