Israel toma Castelo de Beaufort e anuncia que operação no Líbano se está a alargar "a outras zonas"
- 31/05/2026 07:50
- Redação
As tropas israelitas tomaram, este domingo, o Castelo de Beaufort, no Líbano, um castelo com 900 anos de história. A operação, que as Forças de Defesa Israelitas (IDF) classificam como um "avanço significativo contra o Hezbollah", surge numa altura em que o exército israelita anunciou ue a sua operação terrestre contra o movimento pró-iraniano “está a alargar-se a outras zonas”, e depois de ter já atravessado o rio Litani, no sul do Líbano.
O exército “atravessou o Litani e alargou as suas operações contra alvos do Hezbollah a norte do rio. A operação está a alargar-se a outras zonas”, escreveram as Forças de Defesa israelitas (IDF) na rede social X.
A travessia do Litani, a cerca de trinta quilómetros a norte da fronteira com Israel, tinha sido anunciada na sexta-feira pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que anteriormente tinha declarado que grande parte do sul do Líbano era agora uma “zona de combate”, apesar do cessar-fogo em vigor.
Hoje, o exército israelita afirmou ter lançado “há alguns dias” uma ofensiva na região da crista de Beaufort e de Wadi al-Saluki, no sul do Líbano, (…) com o “objetivo de eliminar as ameaças diretas que pairam sobre as localidades do norte da Galileia e de Metula, e no âmbito dos esforços contínuos para reforçar o controlo operacional no sul do Líbano”.
“Um número significativo de soldados do exército israelita lançou operações ofensivas com o objetivo de alargar a linha de defesa avançada”, acrescentou.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, acusou Israel, no sábado, de conduzir uma “política de terra queimada” contra o seu país.
Os confrontos entre Israel e o Hezbollah pró-iraniano são quase diários, apesar da trégua de 17 de abril, que nunca foi respeitada.
Desde o início das hostilidades, os ataques israelitas no Líbano mataram 3.371 pessoas e causaram mais de um milhão de deslocados, segundo as autoridades libanesas.