Há praias que podem ficar sem vigilância, avisa Associação Nacional de Nadadores-Salvadores

Há praias que podem ficar sem vigilância, avisa Associação Nacional de Nadadores-Salvadores

  • 31/05/2026 07:14
  • Redação

Na véspera do início da época balnear na maioria das praias do país, a Associação Nacional de Nadadores-Salvadores (ANSS) alerta para a falta de meios humanos em número suficiente para assegurar todos os espaços. O presidente da ANSS, Alexandre Tadeia, avisa mesmo: poderá haver praias onde a vigilância adequada não possa ser assegurada.

“Temos a certeza de que muitas praias do país vão ter muitas dificuldades em ter a quantidade de nadadores-salvadores que deveriam ter”, alerta Alexandre Tadeia, convicto que há praias que “não irão conseguir ter o dispostito de segurança” necessário. “Como é que depois as autoridades vão permitir isso aconteça? Não sabemos”, admite.

Para sustentar este alerta, Alexandre Tadeia faz as contas aos recursos humanos disponíveis, esclarecendo que não se trata de uma questão de “quantidade”, mas de “disponibilidade” dos profissionais.

“Neste momento deveríamos ter disponíveis a poder trabalhar seis mil nadadores-salvadores para cumprir o rácio necessário de um nadador-salvador por cada 40 horas semanais. E, na realidade, não temos”, explica o responsável. “Há cinco mil formados e, desses, nem sequer metade estão disponíveis para trabalhar”.

“O problema só não é maior porque a época balnear não começa em todo o país na mesma altura”, avisa.

Para fazer face às dificuldades, o presidente da ANNS defende melhores condições para o exercício da profissão. Desde logo, aponta, estabelecer a “vigilância das praias todo o ano de forma a haver maior retenção dos profissionais”, bem como medidas que garantam “mais atração da profissão e incentivos” que “já estão publicados na lei desde 2014, mas ainda não são uma realidade”.

  • Fonte: Rádio Renascença
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