Grupo Vita refuta queixa de associação de vítimas de abusos na Igreja
- 31/05/2026 19:36
- Redação
Entre as acusações, a associação alega que as entrevistas conduzidas às vitimas foram consideradas excessivamente longas, abusivas e intrusivas, gerando desconforto nas vítimas.
Em comunicado, assinado por Rute Agulhas, o Grupo Vita descreve um "discurso público recentemente produzido, enviesado e distorcido" e que "gera ruído e mal-estar entre vítimas e sobreviventes".
"Importa, antes de mais, esclarecer que não temos conhecimento de qualquer queixa apresentar à Ordem dos Psicólogos Portugueses, motivo pelo qual não nos pronunciamos sobre esse assunto, que desconhecemos por completo", esclarece o grupo.
Rute Agulha insiste não esteve presente na entrevista das vítimas da acusação, mas estiveram presentes médicos psiquiatras, membros da Equipa de Coordenação Nacional das Comissões Diocesanas de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis e outros elementos do Grupo Vita.
Segundo a coordenadora, o Grupo Vita trabalha "com seriedade, independência e responsabilidade, assegurando que todas as pessoas são tratadas com dignidade, respeito e verdade".
No mesmo documento, relembra que o guião permitia que "cada pessoa relatasse a sua experiência com liberdade e ao seu próprio ritmo", respeitando as "situações traumáticas".
"Todas as entrevistas seguiram um guião semiestruturado, baseado nas boas práticas nacionais e internacionais para a avaliação do impacto psicológico em situações potencialmente traumáticas, bem como nas orientações éticas e deontológicas previstas pela ordem dos Psicólogos Portugueses."