Crédito à habitação. Muitas famílias "estão a contactar os bancos para voltar a fixar taxas"
- 01/06/2026 01:00
- Redação
É já a partir desta segunda-feira que muitas famílias portuguesas vão começar a sentir um peso extra no orçamento familiar.
Um facto, que segundo Natália Nunes, jurista da DECO, está a levar a que “muitos consumidores estejam a optar por negociar agora com a banca taxas fixas”.
Isto para que durante um determinado prazo, que pode ser de dois ou de três anos, dependendo do novo acordo, não haver variações “e depois passar a taxa variável”.
“Isto vai permitir aos consumidores terem durante um determinado período a taxa fixa e têm a segurança que o valor da prestação não se vai alterar, não vai subir, mas também não vai diminuir”, explica.
Aos consumidores que já este mês vão ter os contratos revistos, Natália Nunes diz que “podem esperar uma subida que já pode ter algum impacto nos seus orçamentos, por via da subida da Euribor”.
Mas se o valor em dívida for de 200 mil euros, “o valor do aumento da prestação já estará à volta dos 75 euros”.
Para evitar que as subidas previstas tenham um impacto muito grande no orçamento familiar, Natália Nunes afirma que “é fundamental as pessoas saberem muito bem as condições que têm e irem fazendo o acompanhamento dos contratos”.
Para quem não quer estar sujeito às variações do mercado, deve contatar o banco para renegociar o contrato. “Tem que estar ciente que, se tiver uma taxa variável, está sempre sujeita a estas alterações que podem ser para a Euribor descer ou para subir, e quando sobe já sabe que vai ter um aumento da prestação”, sublinha.
Quem não quer aumentos “pode e deve entrar em contato com uma instituição de crédito, e tentar com a banca negociar alternativas”.
“A verdade é que a banca e os consumidores, já quando foi a subida das taxas de juros em 2023 e mesmo agora, estão abertos a fazer esta negociação e a alterar as taxas. Muitos consumidores estão a optar por negociar agora com a banca taxas fixas”, anuncia a jurista da DECO, Natália Nunes.
Assim durante um determinado prazo, que pode ser de dois ou três anos, dependendo daquilo que é acordado, fixam a taxa e depois passam a taxa variável. “Ou seja, é aquilo que se designa em termos práticos de taxas mistas”, conclui.
Natália Nunes diz que há muitos consumidores que tinham fixado a taxa por dois ou mais anos e que agora estão na iminência de passar à taxa variável. Estão a contactar a DECO para perceber se podem voltar a fixar a taxa.
A resposta é sim, mas as condições “podem não ser iguais àquelas que tinham anteriormente”, até porque “a banca vai fazer uma nova avaliação neste momento”.
Natália Nunes diz que a DECO tem recebido, nos últimos dias, muitos pedidos de ajuda porque “as pessoas querem saber o que é que podem fazer para, de certa forma, ajustar os orçamentos familiares”.