Portugal condena intensificação dos ataques de Israel no Líbano e apela ao respeito pelo cessar-fogo
- 01/06/2026 09:24
- Redação
O Governo português condenou esta segunda-feira a intensificação das operações militares israelitas no Líbano, através de uma nota publicada na rede social X pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
Na mensagem, o Executivo defende o fim imediato dos ataques e o respeito pelo cessar-fogo em vigor, alertando para a necessidade de evitar uma nova escalada da violência na região.
“Portugal reitera a condenação da intensificação das operações israelitas no Líbano. Como o MNE Paulo Rangel afirmou em Beirute, é essencial pôr fim aos ataques e garantir o respeito pelo cessar-fogo”, lê-se.
O Governo português recorda que tem condenado de forma consistente as ações do Hezbollah, destacando igualmente o esforço das autoridades libanesas para restaurar a estabilidade no país.
Portugal manifesta ainda apoio às negociações diplomáticas em curso, esperando que estas conduzam ao cumprimento integral dos compromissos assumidos pelas partes envolvidas.
“Encoraja também que as negociações em curso possam continuar e levar a um respeito integral pelo cessar-fogo”, sublinha o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Na mesma nota, Lisboa reafirma o apoio às forças armadas libanesas e destaca o papel desempenhado pela United Nations Interim Force in Lebanon (UNIFIL), cuja segurança considera fundamental.
“Portugal apoia as forças armadas libanesas e destaca a importância da missão UNIFIL, cuja segurança deve ser plenamente assegurada”, conclui o comunicado.
Embora a capital libanesa tenha sido largamente poupada desde o início da trégua, as forças israelitas continuaram a realizar operações militares no sul do Líbano. Os recentes bombardeamentos sobre Beirute alargam agora o alcance das hostilidades e aumentam a preocupação internacional quanto à estabilidade da região.
Numa mensagem divulgada na rede social X, o chefe da diplomacia iraniana sublinhou que “o cessar-fogo entre o Irão e os EUA é inequivocamente um cessar-fogo em todas as frentes, incluindo o Líbano”, acrescentando que “a sua violação numa frente constitui uma violação do cessar-fogo em todas as frentes”.