263 casos de Ébola e 43 mortes confirmadas
- 01/06/2026 18:17
- Redação
A República Democrática do Congo (RDCongo) e o Uganda relataram 263 casos e 43 mortes confirmadas por Ébola, duas semanas após a confirmação dos primeiros casos, anunciou esta segunda-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A OMS destaca que os surtos de Ébola só são controlados quando há um envolvimento pleno das comunidades e que a resposta passa também pela orientação da população para reconhecer os sintomas e adotar as condutas adequadas.
Segundo Legand, sem tratamento específico, cinco em cada 10 pessoas infetadas provavelmente morrerão, já que a taxa de letalidade, neste caso, é de 50%.
O ressurgimento da doença ocorre num cenário crítico: apenas na província de Ituri, o epicentro da nova epidemia, mais de um milhão de pessoas necessitam de assistência humanitária devido ao conflito entre grupos étnicos.
Desde a confirmação dos primeiros casos, várias agências da ONU e as forças de paz da Missão das Nações Unidas no país, Monusco, entraram em ação para mitigar a crise.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) já enviou mais de 100 toneladas de suprimentos para a RDCongo, incluindo medicamentos e equipamentos médicos.
Esta segunda-feira, o diretor regional da OMS para África confirmou a entrega de uma nova remessa de materiais e auxílio médico essencial na cidade de Bunia, na província de Ituri.
Em visita ao país, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, salientou que o apoio internacional é essencial para auxiliar o trabalho dos profissionais de saúde.
"Estamos aqui para prestar o nosso apoio às populações e aos profissionais de saúde, mas também para apelar ao contributo da comunidade internacional", afirmou Tedros Ghebreyesus.
A OMS trabalha em conjunto com os Governos da RDCongo e do Uganda para conter a epidemia.
A variante identificada, Bundibugyo, apresenta uma taxa de letalidade entre 30% e 50%. Até agora, o combate ao Ébola concentra-se em testes rápidos, rastreamento de contactos e isolamento de doentes.
Para acelerar o desenvolvimento de soluções médicas, o Ministério da Saúde da RDCongo, a OMS e outros parceiros trabalham para antecipar o início dos ensaios clínicos com vacinas e tratamentos já identificados.
"O Ministério da Saúde, a OMS e os seus parceiros estão a trabalhar para realizar rapidamente ensaios controlados sobre vacinas e tratamentos candidatos", afirmaram a agência da ONU e o Governo congolês numa declaração conjunta emitida esta madrugada.
A nota foi publicada após a missão liderada este fim de semana, em Bunia, pelos ministros congoleses da Saúde, Samuel Roger Kamba, e da Comunicação, Patrick Muyaya, juntamente com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.