China abre caça às "cozinhas fantasmas" para proteger segurança alimentar

China abre caça às "cozinhas fantasmas" para proteger segurança alimentar

  • 02/06/2026 05:12
  • Redação

As autoridades chinesas têm um novo alvo. Querem controlar o setor altamente competitivo da entrega de comida no país: as "cozinhas fantasmas", ou seja, restaurantes que não existem, mas que aparecem nas aplicações.

Segundo a BBC, as autoridades identificaram milhares destas "cozinhas fantasmas" em toda a China, o que suscitou preocupações de que os preços baixos estejam a comprometer a segurança alimentar.

A partir desta semana, as aplicações têm de verificar as licenças e os endereços dos restaurantes, enquanto os comerciantes têm de garantir que a listagem online corresponde ao estabelecimento físico e especificar se este oferece serviços de refeições no local.

A investigação começou no ano passado, depois de um homem em Pequim ter apresentado uma queixa por causa de um bolo mal confeccionado.

O cliente tinha encomendado o doce numa aplicação de entrega de comida, segundo noticiou a comunicação social estatal.

As autoridades descobriram que a cadeia de pastelarias onde este cliente tinha feito a encomenda listava quase 380 locais nas principais plataformas de comércio eletrónico, mas não tinha uma única loja física.

À medida que a investigação avançou, revelou-se que a cadeia aceitava encomendas que eram depois transferidas para uma plataforma diferente — e era aí que as encomendas eram subcontratadas a vários fornecedores terceiros, dependendo de quem apresentasse a proposta mais baixa.

As autoridades encontraram um total de 3,6 milhões de encomendas de bolos em duas plataformas de transferência de encomendas, informou a agência noticiosa estatal Xinhua.

Nessa altura foram identificadas também 67 000 "lojas fantasma"» em sete das principais aplicações de entrega de comida, que, juntamente com os sites de transferência de encomendas, “formaram uma cadeia de abastecimento ilegal através de conluio mútuo”, segundo a Xinhua.

  • Fonte: Rádio Renascença
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